Ações bem-humoradas vão alertar sobre riscos do VLT

Campanha pretende prevenir atropelamentos. Com início previsto para abril, transporte terá intervalos de 15 minutos

Por O Dia

Rio - O carioca vai notar uma rotina diferente quando chegar ao Centro a partir de segunda-feira. Preocupada com a prevenção de acidentes quando o VLT entrar em funcionamento, em abril, a prefeitura lançará uma megacampanha para ensinar a população a conviver com os bondes modernos. Pedestres e motoristas que passarem distraídos sobre os trilhos serão surpreendidos por ações inusitadas e bem-humoradas de artistas chamando atenção para o perigo.

A campanha ‘Olho no VLT’ vai alertar que o veículo é silencioso e que há risco, já que os pedestres terão de passar sobre os trilhos para atravessar a rua e acessar as estações. Os motoristas deverão ter cuidado sobretudo nos cruzamentos, pois o semáforo vai fechar automaticamente para o trânsito comum quando o VLT estiver se aproximando.

“A visão é o único sentido capaz de garantir segurança na convivência com o VLT”, diz Alberto Gomes Silva, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp). A campanha será realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Transportes e a concessionária que vai operar o transporte.

Montagem mostra como ficará um dos outdoors da campanha de alerta para os pedestres sobre o VLTDivulgação

Quem estiver distraído poderá ser seguido por simpáticos atores fantasiados de trenzinhos. Grupos caracterizados de torcidas de futebol e de escolas de samba passarão fazendo graça, levando cartazes com mensagens como: “A torcida carioca sabe fazer barulho. O VLT não sabe, é 100% silencioso. Pedestre: olho no VLT!”. O aplicativo Waze (usado por motoristas) enviará alertas sonoros perto da via férrea.

O que não vai fazer o passageiro achar graça é o intervalo entre os trens, que será de 15 minutos na primeira etapa (entre a Rodoviária Novo Rio e o Aeroporto Santos Dumont), que vai até a Olimpíada. Segundo a Cdurp, a obra na Rua Pedro Ernesto atrasou porque o Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan) pediu para investigar achados arqueológicos. Enquanto isso, trecho de 1,5 km da Binário terá via única, obrigando