Torcedores que assistiram ao vôlei no Maracanãzinho ficaram sem Linha 2

Jogo terminou por volta de 0h30 desta terça-feira, mas o metrô não alinhou o horário de funcionamento dessa parte dos trens

Por O Dia

Rio - Depois de acompanhar a vitória do Brasil sobre Canadá no vôlei masculino, torcedores que foram ao Maracanãzinho na terça-feira, à noite, tiveram outro desafio olímpico: chegar em casa após a saída do estádio. O problema é que o jogo terminou por volta de 0h30, mas o MetrôRio não alinha o horário de funcionamento da Linha 2 (Pavuna - Botafogo), que circula até meia-noite, à demanda do público. Passageiros que precisaram voltar para a Zona Norte e para a Baixada Fluminense ficaram sem a opção de transporte.

“Vou ter que gastar dinheiro com táxi, porque, a essa hora, nem transporte de ônibus eu tenho para chegar em casa”, lamentou, em entrevista ao ‘RJTV’, a depiladora Aline Ribeiro, que não conseguiu embarcar na estação Maracanã após a partida.

Espectadores que moram nessas regiões também criticaram a diferença de tratamento dado a outras áreas da cidade, já que as linhas 1 (Uruguai - General Osório) e 4 (Nossa Senhora da Paz - Jardim Oceânico) ficam abertas até mais tarde no período olímpico — 1h30 e 1h, respectivamente. Além disso, a prefeitura criou um serviço noturno de BRT para escoar o público das arenas da Barra da Tijuca até o Centro, passando por sete bairros da Zona Sul, de meia-noite às 2h.

Linha noturna temporária de BRT foi criada entre a Barra e o Centro%2C passando por bairros da Zona SulClaudio de Souza / Agência O Dia

“Não tem metrô para a Zona Norte, por quê? O pessoal da Zona Norte não vem ver jogo?”, questionou a operadora de caixa Lívia Matos.

“As pessoas pagaram para assistir ao evento e o transporte deveria cobrir a demanda. Poderiam ter criado um BRT temporário também na Zona Norte ou reforçar as linhas de ônibus convencionais”, avalia José Eugênio Leal, professor do Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio.

Reforço nos ônibus da área

O secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, afirmou que o metrô não pode ter o funcionamento ampliado porque precisa de manutenção noturna para que possa atender com regularidade os passageiros no dia seguinte. Vieira ressaltou que 99,5% das pessoas que quiseram embarcar na terça conseguiram e que ônibus e trens estavam à disposição do público após a partida.

O MetrôRio reforçou que ampliar a operação afeta a confiabilidade da mobilidade diária de quase 1 milhão de pessoas devido à necessidade de manutenção na madrugada. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, passageiros que querem ir para a Zona Norte após a 0h podem pegar trem no Maracanã ou São Cristóvão ou as linhas de ônibus da região, que, segundo o órgão, tiveram reforço determinado pela prefeitura. O Rio Ônibus informou que cumprirá as determinações da prefeitura.

VLT: segunda linha chega à Av. Rio Branco

A partir de hoje, os testes da segunda etapa do VLT, que vai ligar a Central à Praça 15, chegam à Avenida Rio Branco. As movimentações estavam sendo realizadas entre a Praça da República e a Rua do Verde. Agora, os testes alcançarão o cruzamento da Sete de Setembro com a Rio Branco, no trecho de ligação com a primeira etapa, que já conecta a rodoviária ao Aeroporto Santos Dumont.

A previsão é que a inauguração da segunda etapa seja no segundo semestre, permitindo conexões com trens, barcas e teleférico da Providência. Áreas históricas, como a Rua da Constituição e a Praça Tiradentes, serão atendidas. Já a CCR Barcas anunciou viagens extras à meia-noite, todos os dias, na linha Praça 15-Praça Arariboia, durante os Jogos.

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