Por gustavo.ribeiro

Rio - O verão chegou e, com a estação quente, o surf cai bem para o corpo e o espírito. Para aliviar a rotina cansativa, nas horas paradas o trânsito ou no escritório, quatro rodoviários da Auto Viação Salineira, de Cabo Frio, encontraram paz na prancha e nas águas da Região dos Lagos.

Iniciar algum esporte é sempre complicado, pois requer força de vontade e persistência. Mesmo tendo poucas horas para praticar,  o cobrador Thiago Nascimento, 23, concilia o trabalho e a atividade física. "É preciso tentar ao máximo dividir o tempo para trabalhar e praticar esporte. Meu expediente, por exemplo, começa à tarde e tenho que acordar cedo para surfar”. 

Rodoviários surfistasRevista Indo %26 Vindo

Surfando três ou quatro vezes por semana, buscando harmonia entre o corpo e a mente, Pedro Mendonça, 35, educador físico e terapeuta, diz se sentir aliviado com o estresse do dia a dia. E para quem quiser surfar, ele ainda deixa algumas dicas: "Para o iniciante, aconselho uma prancha um pouquinho maior, que tenha maior flutuabilidade e que não complique tanto durante a remada ou no 'furar' a onda. Depois, é procurar uma escolinha e evoluir praticando”, recomenda.

Desenvolvedor de softwares na Salineira, Tadeu Rangel, 21, começou a surfar aos 7 anos com a influência do pai, que surfa desde os 15 anos e hoje tem 47.  “Não tem uma lembrança minha que seja fora da praia. Nasci nesse meio. Comecei a surfar com 7 anos e o fiz até quase os 10 anos, até nos mudarmos para longe do mar. Agora voltei a surfar e descobri que é mesmo paixão, é um estilo de vida”, comenta o rapaz, que se dividi entre trabalho e faculdade, mas não deixa sua paixão para trás.  

"Fui criada na praia, porque meus pais sempre gostaram muito desse tipo de lazer" diz Priscila Paiva, que reserva os domingos para a vida no mar. De acordo com a jovem, um dos maiores benefícios é deixar o estresse de lado após uma semana inteira de trabalho. "Meu marido até fala que fico mal-humorada se não for à praia", revela Priscila, assistente social de 31 anos. A história dos quatro rodoviários foi contada na última edição da revista “Indo & Vindo”.

Com colaboração da estagiária Daniele Bacelar

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