Professores estaduais decretam greve e fazem manifestação no Centro do Rio

De manhã docentes participaram de uma assembléia geral da rede estadual que decretou a paralisação

Por O Dia

Rio - Professores da rede estadual se juntaram a uma manifestação de servidores estaduais e interditaram o trânsito de algumas vias no Centro do Rio, na tarde desta quarta-feira. A manifestação começou na Rua Evaristo da Veiga, por volta de 15h40. Cerca de 10 mil pessoas participaram do ato. O protesto se dispersou por volta de 18h de forma pacífica. Cet-Rio e Polícia Militar atuaram na região.

Milhares de servidores públicos do Rio se reuniram em novo protesto contra o governo do Estado. Aos gritos de "fora Pezão", em referência ao governador Luiz Fernando Pezão, os funcionários públicos ocuparam a frente da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) e caminharam até a Cinelândia. Estudantes também participaram da manifestação.

Galeria: Professores protestam no Centro do Rio

Manifestação já se concentra nas escadarias da AlerjReprodução Twitter

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, devido à interdição da Rua 1° de Março, na altura da Alerj, e da Av. Presidente Antônio Carlos, sentido Candelária, a partir da Av. Franklin Rooselvelt, o trânsito está impactado na região do Centro. Há lentidão, principalmente, nas seguintes vias: Av. Presidente Antônio Carlos, ao longo da via, Av. Almirante Barroso e Av. República do Chile, sentido Av. Pres Antônio Carlos, nas Ruas Evaristo da Veiga, Santa Luzia, R. Araújo Porto Alegre, Av. Marechal Câmara, Av. Franklin Rooselvelt e Av. Presidente Wilson. Na Av. Beira Mar, desde a R. Teixeira de Freitas, sentido Av. Presidente Antônio Carlos.

Por volta de 17h30, foram totalmente liberadas a Rua 1º de Março e a Av. Pres Antônio Carlos. As retenções continuam na região. Em seguida foi interditada a R. da Assembleia que foi liberada às 18h. Há interdições na Av. Nilo Peçanha e na Av. Graça Aranha. Às 18h foram liberadas a Av. Nilo Peçanha e Av. Graça Aranha e interditadas a Rua Evaristo da Veiga entre a R. Senador Dantas e a Av. Rio Banco. O manidestação se dispersou por volta das 18h30 de forma pacífica.

Professores da Rede Estadual de Ensino participam da assembléia organizada pelo SEPE%2C na Fundição Progresso%2C na LapaMaíra Coelho / Agência O Dia
Professores caminham em direção a AlerjReprodução Twitter


Segundo Sepe, mais cedo, centenas de profissionais se credenciam para participar da assembleia geral da rede estadual que foi realizada, na Fundição Progresso, na Lapa. Esta quarta-feira é o iníco da greve por tempo indeterminado nas escolas estaduais por reajuste salarial e pelo fim dos atrasos no pagamento dos salários e direitos e pela derrubada do PL enviado por Pezão à Alerj, com mudanças no regime previdenciário dos servidores estaduais. 

Greve votada há duas semanas

Em assembleia geral realizada no dia 20 de fevereiro, no Clube Municipal, na Tijuca, osprofissionais de educação das escolas estaduais decidiram entrar em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), a decisão de paralisar as atividades a partir de hoje foi tomada devido aos últimos ataques do governo estadual, que além dos atrasos e parcelamentos nos vencimentos mudou o calendário de pagamentos para o sétimo dia útil e enviou à Alerj projeto que prevê mudanças no sistema previdenciário do funcionalismo estadual.

"As últimas medidas, aliadas à não concessão de reajuste salarial em 2015, configuram uma redução real nos salários de educadores e vários segmentos do funcionalismo estadual", ressaltou o sindicato, em nota.

Professores da Rede Estadual de Ensino participam da assembléia e depois partiram para manifestaçãoDivulgação Sepe

Desde o final do último ano, a categoria se encontrava em estado de greve devido ao crise no Estado, que provocou sucessivos atrasos no pagamento, parcelamento do 13º salário e mudanças no calendário de pagamento e na legislação previdenciária. Mesmo com o avanço inflacionário, em 2015, professores e funcionários das escolas estaduais não tiveram qualquer tipo de reajuste salarial.

Reportagem do estagiário Luis Araujo

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