Por tiago.frederico

Rio - A Avenida Niemeyer, que o bairro de São Conrado ao Leblon, Zona Sul do Rio, foi parcialmente liberada ao tráfego de veículos, na tarde desta sexta-feira. Ela ficou mais de 24 horas totalmente interditada devido ao desabamento de parte da estrutura da ciclovia Tim Maia. Na ocasião, ao menos duas pessoas foram mortas. No início da manhã, homens do Corpo de Bombeiros retomaram as buscas por mais três pessoas que podem estar desaparecidas.

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Segundo o Centro de Operações da Prefeitura carioca, apenas o sentido São Conrado da Avenida Niemeyer foi liberado. A pista sentido Leblon segue fechada. Como opção, da Barra e São Conrado para o Leblon, siga pela Autoestrada Lagoa-Barra ou pelo Alto da Boa Vista.

Enterro das vítimas ocorre neste sábado

Nesta quinta-feira, foram resgatadas duas vítimas, o engenheiro Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 anos, e Ronaldo Severino da Silva, de 60 anos. A primeira será cremada no Memorial do Carmo, Região Portuária da cidade, às 11h30 deste sábado. Ainda não há informações oficiais sobre o local de sepultamento da segunda.

Força de baixo para cima das ondas gigantes é causa provável da queda de trecho da ciclovia. Mas especialistas apontam erro de cálculo na construção dos pilares da pistaJohnson Parraguez / Parceiro / Agência O DIA

Nesta manhã, a família de Ronaldo, que seria que seria gari comunitário na comunidade da Rocinha, esteve no Instituto Médico Legal (IML) do Centro, mas não quis falar com a imprensa. Segurando uma pasta no colo, para a qual olhava a todo momneto, a esposa da vítima, casada há 12 anos, chorava copiosamente. Ela estava cercada por cerca de cinco pessoas.

Sem se identificar, um homem se aproximou, fez ameaças aos jornalistas presentes e disse que familiares de Ronaldo não dariam entrevista. "Não queremos alarme. Afastem-se. Ela não vai dar entrevista. Não sou ninguém. Não sou da família e não sou amigo. Não filmem e não fotografem que vamos processar vocês", declarou à equipe do DIA.

Durante uma conversa, que tudo indica ser com uma agente da funerária, a viúva de Ronaldo disse: "Ele é grandão, é grandão, tem quase dois metros". Em outra conversa, um mebrmo da família falou ao telefone: "O senhor sai daí 5h da manhã porque a estrada de Minas não está muito boa. O sepultamento será às 11h". Até o final da manhã, a família ainda não havia conseguido liberar o corpo de Ronaldo. O local onde ele será enterrado ainda é desconhecido.



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