Na luta contra a zika e a microcefalia

Na gestação, ultrassonografia é aliada para a saúde dos bebês

Por O Dia

Desde novembro de 2015, a Secretaria Estadual de Saúde já notificou 5.219 casos de gestantes com manchas vermelhas na pele, sintoma de contaminação pelo Zika vírus. Destes, 188 tiveram a confirmação da doença. Na Baixada, só em gestantes, já foram confirmados 33 casos e outros 932 estão sob suspeita. Não bastassem, 10 bebês nasceram com microcefalia na região e outros 15 estão sendo analisados.

A microcefalia é uma má formação craniana causada por agentes infecciosos. Nestes casos, a cabeça e o cérebro da criança são menores do que os de outras da mesma idade e sexo.
Além disso, somente este ano, dos 255 casos de microcefalia no estado do Rio, 206 são de bebês já nascidos e os outros 49, de fetos. Desse total, 87 mulheres relataram a ocorrência de manchas pelo corpo ao longo da gravidez.

Gestantes devem ser acompanhadas pelo médico até o nascimento do bebê para garantir todo o cuidadoRENATO FONSECA

Apesar de ainda ser novidade na área médica, cientistas dos EUA afirmam: o Zika vírus é mesmo capaz de infectar e causar microcefalia.

Embora um resultado positivo da doença não seja uma sentença da deficiência para o bebê, a gestante deve ser monitorada, alerta o médico Gustavo Carnevale, da clínica de ultrassonografia Imagem Real (Rua Gov. Amaral Peixoto, 427, Centro, Nova Iguaçu, tel.: 2667-2867). “Só desenvolvem a microcefalia, os casos de bebês em que o vírus ultrapassa a placenta. No entanto, as grávidas devem ser acompanhadas até o nascimento da criança”, esclarece o especialista.

Thalita Rosseto, 28, está no oitavo mês de gravidez e toma os devidos cuidados. “O acompanhamento médico é muito importante para detectar alguma anomalia ou doença. Além disso, passo repelente a cada três horas”.

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