Greve dos professores de Nova Iguaçu é prorrogada até sexta-feira

Servidores municipais irão se reunir com o prefeito amanhã

Por O Dia

Rio - Iniciada em 21 de março, a greve dos professores do município de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, foi prorrogada até sexta-feira. Nesta quinta-feira, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) terá uma nova reunião com Nelson Bornier. 

Um novo protesto deve acontecer em frente à Prefeitura nesta quinta-feira. Na ocasião, professores darão uma aula aberta aos alunos no Paço Municipal. "Estamos nessa luta para que o horário integral volte nas escolas. Queremos que os uniformes sejam entregues no início do ano letivo e que haja calendário de pagamento. Precisamos de um reajuste salarial decente. Tem escolas caindo aos pedaços", afirmou a professora Renata Oliveira.

O Sepe reclama da falta de calendário de pagamento e reivindica reposição das perdas salariais, retorno da eleição de diretores, reforma nas escolas que estão em situação precária, 1/3 da carga horária de trabalho para planejamento e reajuste salarial.

A prefeitura de Nova Iguaçu afirmou, em nota, que o Sepe não representa os profissionais da área, já que apenas 10% da categoria são sindicalizados. "O prefeito Nelson Bornier e a secretaria de Educação já se reuniram, de dois meses para cá, quase uma dezena de vezes com a direção do Sepe. Só que, a cada encontro, mudam os integrantes da entidade e a pauta de reivindicações", declarou o governo municipal, no comunicado.

Ainda na nota, a Prefeitura de Nova Iguaçu diz que "os números são o melhor indicativo do fracasso da política sindical do Sepe: dos 5.081 professores da rede pública de Nova Iguaçu, apenas 516 são filiados à entidade". "Esta é uma greve cuja adesão não chega a 10% dos professores e que prejudica os alunos", avalia o governo do município.

Professora do município há 16 anos, Lidiane Lobo disse que a proposta do governo está muito abaixo do que os educadores precisam. " O reajuste que nos foi oferecido foi de 7%, mas a categoria luta por pelo menos 12%. Além disso, nosso salário não segue uma data única todo mês", reclama.

A secretária de Educação, Maria Aparecida Marcondes Rosestolato, mandou cortar o ponto dos grevistas e disse que não vai tolerar manifestações que ponham em risco o futuro das crianças.

Reportagem da estagiária Laila Ferreira

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