Orgulho de ser mãe

Mulheres que escolhem um parto natural têm dificuldade em encontrar hospitais com estrutura por aqui

Por O Dia

Após nove meses de ansiedade, espera e emoção, é chegada a hora mais esperada pela mãe: o parto. E a questão é decidir entre normal e cesárea. Apesar da OMS recomendar que no máximo 15% dos casos sejam cesáreas, cerca de 55% das mulheres brasileiras optam por este tipo de parto. Na Baixada o cenário parece estar mudando. Em 2015, nos hospitais estaduais da região, foram 12.877 partos normais de um total de 18.959, cerca de 67%.

Segundo estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, quase 70% das mulheres preferia parto natural no início da gestação. Ao fim dos nove meses, o número se inverte. Um terço das gestantes optam pela cesariana pelo medo da dor.

Na rede pública, a taxa de cesárias é de aproximadamente 30%. Já na privada, ultrapassa os 80%.

“O maior problema é que a mulher tenha suas vontades respeitadas. Por medo, muitas desistem do parto normal”, afirma a doula Paula Inara, que auxilia mulheres antes, durante e depois de dar à luz.

Respeitar a gestante e deixar que ela seja protagonista: esta é a proposta do parto humanizado. Mas a Paula afirma que na região é bem difícil conseguir estrutura para partos naturais e que a influência dos médicos obstetras tendem para uma cesária. “Os médicos em geral colocam uma série de dificuldades e convencem a paciente que o parto normal não é a melhor opção, porque uma cesariana é mais cara e mais rápida”, explica.

Após passar por duas cesarianas Marcela decidiu por um parto natural domiciliarDivulgação


Depois de duas cesárias, Marcela Laranjeiras conseguiu ter o parto humanizado. “Sempre quis um parto natural, mas os médicos não me apoiavam. Quando engravidei do Bento eu estava decidida. Tive meu filho em casa, com minha família por perto. Fui acompanhada por enfermeiras obstetras e minha doula.Deu tudo certo e foi lindo”.

Beatriz Flausino, também teve um parto domiciliar. “Tive a Maria na casa dos meus pais. Foi a melhor coisa, faria tudo outra vez”.

A obstetra Maria Ferreira não apoia a paciente ter um bebê em casa. “O parto normal é mais saudável, mas em casa é muito arriscado, principalmente se houver alguma emergência”, alerta.

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