Um Pouco de História: Uma volta pela Baixada Fluminense

Rota do dia: Meriti, Nilópolis e Nova Iguaçu

Por O Dia

Nosso ponto de encontro é a praça que fica em frente à Prefeitura de São João de Meriti, no Bairro do Vilar dos Teles. Neste espaço estão localizados o Poder Executivo, o Poder Legislativo, a Comarca da Cidade, o Juizado Especial, a OAB e o Fórum Federal. Na realidade podemos dizer que é o centro político e administrativo da cidade.

Seguimos pela Presidente Kenedy e entramos na Rua Pedro Nonato até chegar à Rua Cabo Frio. Logo no início ficamos diante da Igreja Santa Rita de Luziê. Ela foi construída na década de 1950 pelo marinheiro João Pereira da Silva, conhecido como João da Santa.

A história de João é marcada por um grande misticismo. Ele dizia que tinha recebido por milagre uma santa em um Domingo de Ramos, na Baía da Guanabara. A santa veio para Vilar dos Teles e o local passou a ser encontro de muitas romarias.

Nossa próxima visita é ao bairro Jardim Iris, onde conheceremos a Casa da Grota. Esta casa mantém todas as características originais do século XIX: assoalhos, forro, lustres, janelas envidraçadas, móveis, biblioteca, etc... Constitui em seu conjunto raríssima relíquia histórica.

A Casa da Grota, assim como toda a área que a rodeava, pertenceu a Antônio Telles Barreto de Menezes. Com sua morte, sua neta, D. Dulce da Silveira Menezes, herdou seus bens e passou a residir no local juntamente com seu marido, Alberto Jeremias da Silveira Menezes. Depois da morte do marido D. Dulce resolveu mudar-se com a família para não mais voltar.

De Meriti vamos em direção ao Bairro da Prata, em Nova Iguaçu, onde está a Igreja Santo Antônio da Prata. A capela fica na Estrada Dr. Plinio Casado e já foi sede das mais importantes freguesias.

Seu santo e tradições estão hoje na Igreja de Santo Antônio, em Nova Iguaçu, desde 1862.

Capela de São Matheus%2C em Nilópolis%2C recebe excursãoDivulgação

Nosso destino final é Nilópolis, na Capela de São Matheus. Construída em 1637 dentro da Fazenda São Matheus e pertencente a João Alvares Pereira, a capela fica em uma pequena elevação, erguida com adobes (tijolos cozidos ao sol), pedra e cal. 

A construção foi erguida com o trabalho de escravos negros e índios da região, provavelmente Jacutingas.

Monsenhor Pizarro, em suas visitas pastorais, em 1794, encontrou a fazenda bastante desenvolvida, a capela com permissão para o uso da pia batismal e um cemitério junto à capela.

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