Solidariedade sustentável em Caxias

Projetos visam melhorar as condições de vida de comunidades carentes do município

Por O Dia

Depois de quatro anos do fechamento do maior aterro sanitário de Jardim Gramacho, a vida dos catadores pouco mudou. Sem saneamento básico e condições dignas de sobrevivência, eles enfrentam dificuldades. Segundo levantamento da ONG Teto, cerca de 75% não possui água potável para o consumo e 64% não possui esgoto. Aproximadamente 61% não têm sequer banheiro em casa. É em cenários semelhantes a este que surgem voluntários dispostos a fazer a diferença. Seis ONGs atuantes em Duque de Caxias apresentaram seus projetos no concurso Ciclo Verde da edição de sustentabilidade, realizado na última semana.

A ONG Teto, por exemplo, vai construir banheiros secos, uma alternativa ecológica para a falta de saneamento básico. O projeto funciona da seguinte maneira: os encanamentos hidráulicos são substituídos por câmaras que armazenam os resíduos durante o processo de compostagem. Depois de produzido, em um processo que leva até seis meses, o composto é levado para um minhocário onde é transformado em adubo orgânico, que depois pode ser utilizado na agricultura.

ONG Teto já construiu 200 casas na comunidade de Jardim GramachoDivulgação


A ideia foi vencedora do concurso e premiada com R$ 10 mil para implementar o projeto. “Com este incentivo vamos iniciar a construção dos banheiros daqui a um mês, vai mudar a realidade de muitas famílias”, afirma Luiz Otávio, um dos idealizadores.

‘Sarau Apadrinhando Um Sorriso’ atende a comunidade de Parque das MissõesDivulgação


Há seis anos Fabiana da Silva começou promovendo saraus infantis nos quintais das casas dos moradores na comunidade Parque das Missões. O ‘Apadrinhe Um Sorriso’ trabalha com poesias e reciclagem. “As crianças escrevem poesias sobre seus cotidianos, é lindo. Elas fazem brinquedos com materiais reciclados também. É um trabalho simples mudando realidades”, diz Fabiana.

Em Gramacho, A ‘Camelo Bike’ dá vida à bicicletas que já não são mais usadas. O objetivo é recuperar as magrelas e utilizá-las de maneira compartilhada.

Projeto ‘Camelo Bike’ restaura bicicletas em Gramacho.Edson Taciano


Foi na sala de aula da Escola Municipal Barão do Rio Branco que o projeto ‘Lâmpadas Fluorescentes’ nasceu. A ação, visa o descarte correto da lâmpada fluorescente para não contaminar o solo com mercúrio.Renato Dallora quer ensinar as 15 cooperativas do município a reciclar lixo eletrônico. “Os catadores podem faturar até R$ 12 mil reaproveitando este material”, garante.

Já o projeto ‘Bairro Amigo do Sol’, instala chuveiros aquecidos à base de placas de PVC.

Últimas de Rio De Janeiro