Por gabriela.mattos

Rio - Dizem que verdadeiros pais não são aqueles que nos concebem, mas aqueles que criam e acompanham ao longo de toda a vida com amor e carinho. Uma relação entre pais e filhos vai muito além do sangue que se tem em comum. Um amor que Márcio Alonso, de 46 anos, e Luiz Carlos, 44, sentem na pele. Eles são pais adotivos dos pequenos Alexandre, 3, e David, 5, respectivamente.

Márcio já tinha Caio Silva, 18, fruto de seu primeiro casamento, mas desejava ser pai novamente. Depois que a esposa passou por dois abortos espontâneos eles optaram pela adoção. “Quando surgiu a chance de adotar o Alexandre fiquei apreensivo, com um pouco de medo, mas quando segurei ele pela primeira vez, ainda com dias de vida, o medo passou e só senti amor”.

Com a experiência da paternidade biológica e da adotiva, Márcio garante: Não há diferença entre os dois. “Eles são meus tesouros e o sentimento é igual. O Alexandre só encheu ainda mais nossa vida de amor”.

Luiz lembra da primeira imagem que teve do David: um menino com olhinhos concentrados em um desenho animado que passava na TV. “Já estava na fila de adoção há dois anos quando a assistente social me ligou e me deu a notícia que mudou minha vida: o David estava a minha espera. Semanas depois já tivemos permissão do juiz para passar uns dias com ele em casa. Pedimos a guarda e ele se encaixou imediatamente. Ele mudou minha vida por completo e eu amo isto”.

Em clima de diversão%2C Márcio (esq.) e Luiz Carlos curtem dia de passeio com os filhos pelo Parque Play Kid%2C em Nova IguaçuEdson Taciano

Todo amor é retribuído em gestos e simples palavras cheias de significado. “Meu pai torce muito por mim. Ele é o melhor do mundo”, diz David.

Mas nem todas as crianças têm a chance de ganhar uma nova família. Segundo as Varas de Infância, Juventude e Idoso do Rio, cerca de 2 mil crianças estão nos abrigos do Estado e mais de 6 mil no país. E o mais alarmante é o número de candidatos a pais: 35 mil casais.

Para a advogada Vivianne Lopes a burocracia faz a fila emperrar. “O processo adotivo, que deveria durar 120 dias, atinge até quatro anos. Há dificuldade em acelerar isso pela necessidade de assegurar o direito à defesa das famílias biológicas”, explica.
“É demorado e doloroso. Levou três anos para concluir a adoção, mas não me arrependo”, afirma Márcio.

Dicas para este domingo

O Dia dos Pais merece ser comemorado e a Baixada tem diversas opções de lazer. E o melhor: é de graça!

Shopping Nova Iguaçu: Espetáculo Jubaía, o Recanto das Cores. O evento começa às 16h.. O shopping fica na Av. Abílio Augusto Távora 1.111 , Bairro da Luz.

Caxias Shopping: “Oficina de Pipas de Pai para Filho”. O evento acontecerá das 16h às 18h30. A idade mínima é de 6 anos. O endereço é: Rodovia Washington Luiz 2895, Caxias.

Museu Histórico Duque de Caxias e da Taquara: de 10h às 16h, na Av. Automóvel Clube, s/n, Taquara, Caxias.

Parque do Gericinó: Passeio de quadriciclo pelo Parque de 6h às 18h.

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