Por aline.cavalcante

A Força Nacional de Segurança e cerca de 25 mil militares das Forças Armadas – Marinha, Exército e Aeronáutica – vão reforçar o esquema de segurança em pelo menos 408 municípios, em 14 estados brasileiros, hoje, durante as eleições municipais. No Rio de Janeiro, das 11 localidades onde haverá reforço de 6,5 mil militares, sete são municípios da Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Civil, 14 pessoas ligadas à política foram mortas nos últimos nove meses na região.

Belford Roxo, Magé, Queimados, Japeri, Nova Iguaçu, São João de Meriti e Duque de Caxias contarão com a atuação do efetivo para garantia da votação e apuração. O esquema se repetirá em caso de nova solicitação no 2º turno.

Ao todo, serão utilizados 1.243 viaturas, 4 blindados, 89 embarcações e 26 aeronaves da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. A operação no 1º turno das eleições teve custo estimado, a cargo do TSE, em R$ 23 milhões.

O decreto assinado pelo presidente Michel Temer foi publicado no dia 23 de agosto.


JUSTIFICATIVA DO PEDIDO 


A justificativa para o pedido de reforço na segurança na Baixada é o baixo efetivo das unidades da região e os assassinatos de pessoas ligadas à política.

Das 14 mortes, a DHBF afirma que só dois homicídios têm motivos políticos aparentes: o de Geraldo Cardoso, baleado dentro da Câmara Municipal, e o de Luciano DJ, ambos em Magé.

Em Duque de Caxias, local que teve mais crimes, foram 3 mortes. A violência provocou até a visita do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que afirmou ter enviado ofício ao Ministério da Justiça solicitando que a Polícia Federal ficasse responsável pelas investigações.

As mortes da pré-candidata pelo DEM Aga Lopes Pinheiro, em Magé, e Anderson Soró, pré-candidato pelo PRB, em Nova Iguaçu, teriam sido motivadas pelo combate ao tráfico de drogas.

Outros quatro pré-candidatos de Caxias teriam morrido por envolvimento com milícias que atuam em bairros diferentes de Caxias.

“Temos fortes indícios para chegarmos a conclusão de que somente dois casos têm ligação direta com briga política”, afirma o delegado Giniton Lages, da DHBF.

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