Municípios criam alternativas à violência

Cidades do interior desenvolvem soluções para combater criminalidade

Por O Dia

Rio - Em tempos em que a violência aflige os grandes centros urbanos e se alastra como chaga social, nem mesmo as cidades do interior ficam imunes. No Estado do Rio não poderia ser diferente. São vários os municípios atingidos pela criminalidade e que, portanto, buscam alternativas eficazes para combater e diminuir os índices de marginalidade.

Em Cabo Frio, por exemplo, as escolas municipais ganharam recentemente o Projeto de Patrulhamento Motorizado Especial — Pamesp Escolar —, que conta com a participação ativa de policiais militares na rotina das unidades de ensino. Fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e o 25º Batalhão de Polícia Militar, o programa procura estreitar o relacionamento com a comunidade escolar.

Cabo Frio aposta na integração entre a Polícia Militar e diretores%2C professores e alunos das escolas públicas Divulgação

“A partir do Pamesp Escolar criamos redes de proteção no entorno e dentro das escolas, envolvendo não só a Polícia Militar, a Guarda Municipal e a Secretaria de Educação, mas também diretores, professores, alunos e responsáveis”, pondera a secretária de Educação, Laura Barreto.

Já em Petrópolis, a Guarda Civil acaba de ampliar a presença na Praça Visconde de Mauá. Para tanto, uma nova viatura realiza o patrulhamento de rotina do local e também do seu entorno. Além da patrulha, a região ainda possui um sistema de câmeras que encaminham as imagens para a central de monitoramento que fica na Secretaria de Serviços, Segurança e Ordem Pública.

A cidade ainda tem, desde janeiro, um ônibus de videomonitoramento estacionado na mesma praça. O veículo, contudo, será deslocado para auxiliar a corporação em outros locais da cidade. Entre os dias 30 de abril e 7 de maio será usado na Exposição Agropecuária do Parque Municipal, em Itaipava. “Importante que estamos recuperando os equipamentos de segurança, as câmeras, os carros de ronda, tudo o que possa ser usado para nossa cidade, a população e nossos turistas. E todas as operações da Guarda Civil estão sendo bem-sucedidas”, avalia o prefeito Bernardo Rossi.

No Sul Fluminense, Volta Redonda comemora a entrega 60 radiotransmissores que passarão a ser usados pela Guarda Municipal e Defesa Civil — 50 e 10 unidades, respectivamente. Anteriormente utilizados nos Jogos Olímpicos Rio 2016, os equipamentos foram doados pelo governo estadual e podem ser interligados com as polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal, além das guardas municipais de outras cidades.

Para o prefeito Samuca Silva, os radiotransmissores são importantes para a integração da Guarda Municipal da cidade e as forças policiais. “É essencial. Além de integrar, podemos nos comunicar com todas as forças sem interferências. É um grande avanço para a segurança pública da região”, destaca ele.

Em Campos dos Goytacazes está sendo discutida a implantação do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). O objetivo é disponibilizar recursos para executar todas as atividades de forma qualificada e eficiente. “É uma tentativa de minimizar a violência com o uso de câmeras de tecnologia avançada, auxiliar na investigação de crimes já ocorridos e no monitoramento do trânsito e das ruas”, explica a promotora Renata Felisberto.

Política integrada

Paraty acaba de implantar o Conselho Municipal de Segurança Pública, que tem como representantes o atual secretário de Segurança e Ordem Pública, Almir Botelho; o comandante da 3ª Companhia de Polícia Militar, capitão Robson Guerreiro; o advogado Daniel Piccoli; e a Coordenadora Executiva do Instituto Colibri, Bernadete Passos — todos ficarão no conselho por dois anos. O objetivo é definir política integrada de segurança e estabelecer medidas de prevenção à violência.

Para o delegado titular da 167ª DP, Uriel Alcântara Machado Nunes, a criação do conselho vem num momento de grave crise nas instituições. “Essa integração entre sociedade civil, município, Estado e União vai contribuir para a criação de um ambiente adequado para que as polícias Civil e Militar possam desenvolver seu trabalho”, explica.

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