Angra espera sinal verde para crescer

Cidade aguarda liberação do Inea para reativar terminal da Baía da Ilha Grande

Por O Dia

Rio - Angra dos Reis está bem próxima de dar um passo importante rumo ao desenvolvimento econômico. No dia 12 foi realizada operação de transbordo a contrabordo — transferência de carga entre navios atracados — no píer do Terminal da Baía da Ilha Grande (Tebig). O processo foi feito entre a embarcação belga TI Hellas e a grega Brasil 2014, tendo sido acompanhado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Agora, caso o órgão ambiental aprove o retorno das operações ao local, o município poderá aumentar a arrecadação de ICMS em 30%, gerando receita anual de cerca de R$ 200 milhões a partir de 2019.

Se liberado%2C terminal vai suprir a demanda do transporte de petróleoDivulgação

De acordo com o prefeito Fernando Jordão, a volta das operações no Tebig é uma antiga reivindicação de Angra dos Reis, que, se for aprovada pelo Inea, vai garantir o desenvolvimento da cidade e do Estado do Rio. Ainda segundo ele, nos últimos anos, apenas os estados de São Paulo e Espírito Santo lucraram com a paralisação do terminal.

“A operação estava tirando do Rio e de Angra dos Reis muitos milhões de reais. Nada contra São Paulo e Espírito Santo, mas nós estamos aqui. O terminal é uma obra antiga, com mais de 30 anos, e nunca tivemos um problema. A simulação demonstra o quanto é seguro a operação de transbordo”, garante o prefeito Fernando Jordão.

Com o possível retorno das operações do Tebig, Angra dos Reis voltará a ser um local estratégico para a Petrobras. Isso porque a cidade vai novamente suprir a demanda do transporte de petróleo, aumentando, assim, as operações da estatal no Estado do Rio. Mas não é só.

O município também ganhará com a geração de receitas. É o que vislumbra o secretário de Desenvolvimento Econômico João Carlos Rabello, caso as operações do Tebig sejam liberadas pelo Inea. “Assim que Inea der a licença final, a gente acredita que em 2018 chegaremos ao ápice da movimentação, que terá reflexo substancial na arrecadação em 2019, podendo chegar a um acréscimo de R$ 200 milhões na receita, o que possibilitará a realização de projetos”, pondera Rabello.

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