Por monica.lima

A GE Healthcare traz para o Brasil o seu Centricity 360, solução direcionada para a área de radiologia e que permite o armazenamento, pós-processamento e laudos de exames imagem via cloud computing. Para viabilizar sua utilização no Brasil, a companhia firmou parceria com a UOLDIVEO, empresa do segmento de tecnologia da informação, que possui um data center para soluções baseadas na nuvem.

“É um software que traz mudança conceitual na forma com que as instituições de saúde tratam a informação clínica em relação à radiologia”, diz o diretor de Healthcare IT para América Latina da GE Healthcare, Paulo Benevicius. O Centricity 360 permite que o especialista manipule a imagem pela internet — ajuste contraste, brilho, tamanho etc —, sendo assim possível realizar o laudo fora da instituição em que o exame foi feito.

Segundo o executivo, a nova solução propõe ainda uma mudança no modelo de negócio das clínicas e hospitais, independentemente de seu tamanho, ao reduzir a necessidade de infraestrutura de informática e possibilitar o pagamento (de US$ 2) apenas por exame armazenado.

“O software gera redução de custo. Pois, quando migra para cloud, o cliente pode ajustar a ferramenta de acordo com as suas necessidades. Sem esquecer a segurança que tudo isso traz, pois a solução trabalha junto com data center, que permite armazenamento e back up. A UOLDIVEO opera, por exemplo, BMF e Magazine Luiza”, diz Benevicius.

O Brasil é o terceiro país a receber a solução, que já possui clientes da Espanha e da França. A empresa estima que o mercado endereçável para esta solução gire em torno dos R$ 78 milhões, por aqui. A perspectiva é que, neste primeiro ano, as vendas do Centricity 360 representem 23% do faturamento da GE Healthcare IT, chegando aos 80% em três anos.

Benvicius adianta que o software, apresentado em uma feira no início do mês, já tem inúmeros interessados no país. “Já temos muitos interessados e até contratos firmados. Em 45 dias, devemos ter clientes usando, uma vez que a regulamentação já foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, diz, sem dar detalhes.

Além disso, já está em andamento um projeto-piloto nos Estados Unidos e na França para utilizar a função share, com estimativa de chegar ao Brasil até o final de 2014. Essa aplicação permitirá que os casos sejam compartilhados entre médicos de todo o mundo.

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