Ações da Apple sobem em acolhida a novos iPhones

Cresce a expectativa pelos modelos com tela maior e um sistema de pagamentos móvel que deverá ser anunciado nesta terça-feira

Por O Dia

As perspectivas da Apple Inc. parecem muito mais brilhantes do que da última vez em que Tim Cook lançou um iPhone.

Quando o CEO apresentou dois novos modelos de smartphones, 12 meses atrás, as ações da Apple estavam em queda e a empresa estava perdendo participação de mercado para a Samsung Electronics Co. e para fabricantes de baixo custo como a Xiaomi Corp. Sobravam perguntas sobre se a Apple poderia continuar inovando sem o fundador Steve Jobs.

Um avanço rápido um ano depois e a ação da empresa já está flertando com uma alta recorde. Cresce a expectativa pelos iPhones com tela maior, um aparelho de vestir e um sistema de pagamentos móvel que, segundo pessoas com conhecimento do assunto, a Apple deverá anunciar hoje. Mesmo as fotos recentemente roubadas do serviço iCloud, da Apple, de celebridades nuas como Kate Upton, pouco desviaram o entusiasmo do investidor.

O que conduz a mudança são as alterações no setor de smartphones e a forma em que os investidores acabaram aceitando que Cook está firme no comando da Apple. A rival Samsung está perdendo impulso: sua estratégia com múltiplos aparelhos para agradar todas as pessoas e todos os preços está estagnando, fazendo com que a decisão da Apple de se manter apenas com os telefones de alta categoria pareça inteligente. Cook também deverá dar aos investidores o que eles vêm buscando: uma nova categoria de produtos e os aparelhos de tela maior que os consumidores desejavam.

No topo

“Eles estão no topo do mundo”, disse Tim Bajarin, analista da Creative Strategies Inc. “A diferença número 1 entre o ano passado e este ano é o fato de que Wall Street e até mesmo os clientes admitiram que esta é a empresa de Tim: ele provou que não só pode assumir o papel de Steve Jobs, como também pode fazer a empresa avançar”.

Trudy Muller, porta-voz da Apple, preferiu não comentar.

O renascimento da Apple remonta ao início deste ano. No final de 2013, a Samsung, com seu arsenal de aparelhos Galaxy de múltiplos preços rodando sistemas operacionais Android, do Google Inc., tinha uma presença marcante. A fatia da empresa com sede em Suwon, Coreia do Sul, no mercado global de smartphones havia subido para 31 por cento, enquanto a Apple mantinha cerca de 15 por cento, de acordo com a empresa de pesquisas IDC.

Enfrentando críticas

Enquanto isso a Apple enfrentou críticas de analistas e investidores por manter um único estilo de telefone e preços altos. Seu então novo iPhone 5s era vendido a partir de US$ 199 com um contrato de telefonia celular e o iPhone 5c menos caro era oferecido a US$ 99 com contrato. O iPhone 5c sem contrato foi colocado à venda a US$ 549 nos EUA e a 4.488 yuans (US$ 733) na China, enquanto o aparelho da Xiaomi custava 1.999 yuans e o principal modelo da Lenovo Group Ltd., o K900 IdeaPhone, era vendido a 3.299 yuans.

Contudo, a Samsung -- em vez de elevar sua receita à custa da Apple -- começou a enfrentar uma queda no crescimento das vendas, espremida por concorrentes como a Xiaomi na camada mais baixa e pela Apple na mais alta. A participação da Samsung no mercado global de smartphones caiu para 25 por cento no segundo trimestre, contra 32 por cento um ano antes, segundo a IDC. Em julho, as vendas e o lucro reportados pela Samsung não cumpriram as estimativas dos analistas.

Em contraste, a Apple reportou um aumento constante ano a ano nas vendas de iPhones que superou as estimativas dos analistas. Os novos aparelhos impulsionaram “majoritariamente” o ganho de 12 por cento nas vendas por unidade durante os três primeiros trimestres do ano-fiscal 2014 da empresa, segundo registrado perante a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA.

Cook também atraiu os investidores de outras formas. Em abril, a Apple disse que expandiria seu programa de pagamentos a acionistas, ampliando sua autorização de recompra de ações de US$ 60 bilhões para US$ 90 bilhões e anunciando um desdobramento de ações na proporção de 7 para 1, além de um dividendo maior. As ações da empresa subiram na esteira dos anúncios.

Existe uma nova disposição dos investidores para ver “o copo metade cheio em vez de metade vazio”, disse Walter Piecyk, analista da BTIG LLC em Nova York. “Eles ganharam uma maior confiança do investidor”.

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