Empresa brasileira oferta plataforma para customização de aplicativos

Fábrica de Aplicativos investe em plataforma que permite que qualquer empreendedor - mesmo sem conhecimentos técnicos - desenvolva seus próprios aplicativos móveis

Por O Dia

Há nove meses, Gedeon Antunes decidiu se desligar do emprego estável como supervisor de marketing de uma empresa de importação e exportação em Belo Horizonte. Na época, o publicitário entendeu que era hora de se dedicar integralmente ao seu próprio empreendimento, a Achou App, responsável por um aplicativo de anúncios para pequenos varejos do bairro de Barreiro, na capital mineira. Hoje, o aplicativo tem versões franqueadas em 22 cidades de 5 estados brasileiros, incluindo São Paulo. Mais que a rápida evolução, um detalhe chama a atenção no projeto: Antunes formatou todo o modelo de negócios, mas não tinha — e não possui — praticamente nenhum conhecimento técnico e de programação.

Longe de um caso pontual, o exemplo de Antunes é cada vez mais comum. Empreendedores com pouca ou nenhuma habilidade em desenvolvimento estão investindo na indústria de aplicativos, atraídos pelas cifras já bilionárias desse mercado. A alternativa encontrada? A adoção de plataformas que ajudam a criar, personificar e compartilhar uma série de aplicações móveis, por meio de poucos cliques e a um custo mais acessível quando comparado à alternativa de contratar os serviços de um desenvolvedor. “Hoje, eu consigo criar um aplicativo por R$ 150. Se fosse começar o processo do zero, teria que investir no mínimo R$ 5 mil”, diz Antunes, que adotou a plataforma da Fábrica de Aplicativos, empresa brasileira criada em 2013, como um spin off da Universo.mobi. “Com esse recurso, ganho escala e reduzo custos na concepção, e consigo me concentrar na parte comercial.”

Antunes planeja agora criar uma agência que desenvolverá aplicativos e irá oferecer consultoria para clientes de pequeno porte no mundo móvel. “Como a plataforma democratiza o custo, tenho uma margem boa para criar e vender aplicativos a um preço mais atrativo para esse público”. Na Achou App, a meta para 2015 é chegar a 200 aplicativos franqueados em bairros de todo o Brasil.

“O mercado de aplicativos é extremamente promissor, mas, por outro lado, o desenvolvimento tradicional é muito complexo”, diz Guilherme Santa Rosa, fundador da Fábrica de Aplicativos. “Nossa ideia é facilitar a entrada de empreendedores com boas ideias nessa indústria”, afirma.

Com 187 mil aplicativos já desenvolvidos pela plataforma, a Fábrica de Aplicativos conta com três modelos de uso. Além de um plano gratuito, com recursos limitados e veiculação obrigatória de publicidade no aplicativo criado, a empresa oferece um segundo plano com pagamento mensal de R$ 18, funções mais avançadas e sem publicidade. A terceira opção é mais voltada às agências digitais e o valor depende do volume de projetos.

A plataforma traz uma série de ferramentas de customização. Entre outras funções, ela permite a inserção de links externos e de diversos formatos de conteúdo, além da possibilidade de incluir recursos como a venda de produtos por meio do aplicativo, que é desenvolvido com compatibilidade com qualquer sistema operacional móvel. “Nossa meta é fechar 2015 com 500 mil aplicativos desenvolvidos e investir na internacionalização da plataforma”, diz Santa Rosa.

A redução no tempo de desenvolvimento é outro benefício destacado em plataformas desse porte, até mesmo por quem tem experiência no segmento. “No método tradicional, um aplicativo pode levar meses para ser desenvolvido. Com a plataforma, já consegui criar um aplicativo em menos de 24 horas”, diz Ravana Gude, formada em sistemas da informação e tecnologia da informação, e uma das sócias da Sky App, que desenvolve aplicativos próprios e para companhias — geralmente de pequeno e médio portes — de diversos segmentos. Um dos projetos criados pela empresa foi o aplicativo da campanha de Marina Silva.

Com dez aplicativos próprios já desenvolvidos pela plataforma e uma série de outros projetos para clientes em todo o Brasil, a Sky App foi criada no início de 2014, a partir da fusão da Joshua Soluções em TI, empresa de Ravana, e da Blue Sky Business, de Jundiaí. O acordo foi motivado justamente pelo interesse das duas companhias no segmento móvel e na possibilidade de ganhar escala por meio da Fábrica de Aplicativos. Nos projetos para terceiros, a oferta da Sky App inclui toda a parte de concepção e design, bem como serviços de consultoria para auxiliar os clientes a divulgar e rentabilizar seus aplicativos móveis.

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