Por diana.dantas

Muita gente ainda torce o nariz para o trabalho a distância, ou home office, ou qualquer outro nome que tenha a ver com cumprir suas tarefas sem bater ponto no escritório. Evidentemente, a internet só facilita esse tipo de vínculo profissional, não fossem conceitos retrógrados e a própria lei, que nunca acompanha os benefícios da tecnologia. Muitos departamentos de RH, por exemplo, nem gostam de discutir o assunto.

Mas certo é que o home office tem seu valor. Segundo pesquisa divulgada semana passada, 49% dos brasileiros que trabalham em casa sentem menos estresse, 45% dirigem menos, 33% dormem mais e 52% têm mais tempo para a família. É um cenário bem positivo. O estudo Global Evolving Workforce, encomendado pela Dell e pela Intel, indica que 56% dos profissionais até que têm permissão para adotar esse sistema, mas a maioria deles (69%) trabalha, no máximo, 25% do tempo em casa. E 53% dos profissionais brasileiros passam de 75% a 100% do horário de trabalho no escritório. Não precisa, porque antigos obstáculos à produtividade, como a falta de acesso à rede e a segurança da informação, já não são tão críticos como antigamente.

O problema (ou solução) é que somos um povo sociável, afinal de contas, e pelo jeito sentimos falta da conversa durante o café. A pesquisa, que foi feita em 12 países, mostra que 49% dos brasileiros se consideram mais produtivos quando estão em escritórios e 20% trabalham melhor em ambientes compartilhados.

Facebook: sem exagero

Qualquer sujeito trabalhador sabe que o recurso mais escasso hoje é o tempo. É um fato. Contraditoriamente, estamos investindo — ou desperdiçando — cada vez mais horas nas redes sociais. Pois acabo de ler uma materinha (em http://bit.ly/ 17qLh8Z) mostrando por que o Facebook pode fazer mal à saúde mental da galera:

1. Você pode ficar pensando que a sua vida não é tão bacana quanto a dos outros. Deprimente.
2. Em consequência, você é levado a invejar o sucesso dos amigos.
3. O filtro do Facebook faz você pensar que está sempre com a razão. Afinal, o debate entre os amigos acaba sendo consensual.
4. De vez em quando, aparecem algumas pessoas que você preferiria esquecer.
5. Você pode ficar com ciúme do seu parceiro ou parceira. Que ruim.
6. Pode ser... viciante.
Por essas e por outras... ‘Mais livros, menos Facebook’.

É de pequena que se torce o rabinho...

A lindinha Betsy Davies levou apenas 11 minutos para invadir um PC conectado a uma rede aberta. O detalhe é que Betsy tem 7 anos de idade. ‘Gênia’? Não exatamente. Ela apenas viu um tutorial na web, a convite da Hydemyass.com, que fornece VPNs. O recado é simples: não dá para bobear, porque sempre tem alguém de olho...

Tudo que é digital desmancha no ar

Como se viu, ‘Citizenfour’ ganhou o Oscar de documentário domingo passado. Trata do Edward Snowden, ex-funcionário do serviço secreto americano que resolveu denunciar e mostrar como o governo dos EUA desrespeita qualquer regra básica de privacidade. Assim como outro adepto da transparência ampla e irrestrita, o Julian Assange, agora o Snowden está comendo o pão do diabo, vivendo de favor na Rússia — e não pode nem pensar em voltar para casa.

Mas a verdade é que a gente está apenas começando a descobrir segredos desse tipo. O vazamento de informações vai continuar e, tenho certeza, começará a cutucar mais profundamente, não só os governos e os políticos, mas também as empresas — até porque, como se sabe, o mundo corporativo não é exatamente um santuário.

E algo me diz também que, mais cedo ou mais tarde, chefões terão que usar máquinas de escrever para resguardar seus segredos. Aliás, o Putin já usa esse recurso, como já comentado aqui na coluna há um ano.

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