Plataforma Palringo com bate-papo e jogos digitais chega ao Brasil

Aplicativo, que mistura mensagens instantâneas e games, quer abocanhar 20 milhões de usuários no país

Por O Dia

Com mais de 40 milhões de usuários cadastrados ao redor do mundo, o aplicativo Palringo acaba de desembarcar no Brasil. A plataforma de mensagens instantâneas permite aos usuários jogar, criar e fazer parte de grandes comunidades com base em interesses comuns. Hoje, já são mais de 350 mil grupos ativos no aplicativo.

A empresa, que já tem penetração expressiva nos Estados Unidos e na Europa, vê no Brasil um potencial de 20 milhões de novos cadastros, principalmente por parte dos aficionados por games. Os brasileiros devem ajudar a Palringo a atingir a meta de ter 50 milhões de usuários cadastrados até o fim de 2015.

“A empresa, que cresceu bastante no exterior, começou a pensar em estratégia de expansão. Olhando para os emergentes, o Brasil se destaca, com mais de 50 milhões de smartphones e potencial para muito mais, além de representar 35% da receita do mercado de games digitais da América Latina, que hoje é de US$ 4,5 bilhões anuais”, destaca a brasileira Ananda Farias, gerente de Marketing da Palringo. Ao lado do Brasil, Rússia e Índia também estão na mira da Palringo, que faturou US$ 14 milhões no ano passado.

O principal diferencial da Palringo, diz Ananda, é justamente ser uma plataforma de chat “gamificada”, ou seja, onde jogos podem ser compartilhados dentro dos grupos de bate-papo. “Quanto mais pessoas interagem e jogam, mais ganham pontos e ‘reputação’ na plataforma”, explica ela.

“Nossa plataforma não é de chat apenas. O WhatsApp, por exemplo, começa com pessoas que já se conhecem. Assim como Facebook, em que as pessoas também conversam com amigos ou, no máximo, amigos de amigos. Parecemos mais o Orkut, em que o usuário escolhia os grupos de acordo com os interesses e afinidades. Temos menos fronteiras, já que o usuário se comunica com pessoas que não conhece. Mas também não é para flertar, como o Tinder”, pondera a executiva.

Para os primeiros meses de atuação no Brasil, a Palringo está investindo em publicidade nas redes sociais, ações com influenciadores do mercado de tecnologia e games, além de parcerias com blogs e sites do setor.

O aplicativo já estava disponível em inglês no Google Play e na App Store da Apple, mas a adesão de brasileiros era muito pequena. Agora, ganhou uma versão em português, assim como conteúdo localizado, com, por exemplo, stickers (adesivos para conversas) criados para o mercado nacional.
O aplicativo é de graça, pontua Ananda, a monetização vem da venda de mais gadgets, jogos e outros elementos que melhoram a experiência do usuário dentro da plataforma, como já acontece em outros apps de mensagens instantâneas, games e redes sociais. “As pessoas podem criar, por exemplo, um grupo premium ou com senha, ao qual só os participantes autorizados têm acesso. Os jogos criados por nós seguem a mesma lógica, ou seja, são de graça. Mas pode ser que o jogador precise de ferramentas extras para passar de algumas fases”, explica ela.

Com sede em Londres, a Palringo também conta com escritórios em Newcastle, Ipswich e Gotemburgo (Suécia). E, após a aquisição da empresa sueca Free Lunch Design — que já trabalhou desenvolvendo games para Disney, Paramount e Marvel — deu o primeiro passo para se tornar também uma desenvolvedora profissional de jogos para celular.

“A popularidade do aplicativo Palringo como uma ferramenta de bate-papo para jogos ajudou a alimentar o crescimento no número de usuários, e ainda incentivou a empresa a se concentrar também no desenvolvimento e publicação de seus próprios jogos. Atualmente, temos games próprios, como Dark Nebula, Icy Tower Retro e Shib Shib War, e pretendemos lançar mais algumas novidades exclusivas ainda esse ano”, explica Ananda, acrescentando que no mês que vem será lançado um game no estilo do famoso Candy Crush.

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