Por monica.lima

Rio - Comuns em outros locais como lojas, hotéis, aeroportos e até praças e orlas, o wi-fi já está disponível em 17 estações cariocas, segundo a MetrôRio, empresa que opera as Linhas 1 e 2 do sistema metroviário da cidade. Apesar de oferecer a internet sem fio gratuita, a empresa não divulga isso para os usuários nem nos trens, nem nos espaços onde expõe publicidade. Se há comunicação nas estações, seria necessária uma lupa para encontrar o aviso. Pelo menos foi essa a realidade com a qual se deparou o Brasil Econômico nas estações Tijuca, Flamengo, Largo do Machado, Catete e Glória. Perguntada sobre o motivo de não fazer essa divulgação junto aos usuários, a empresa se limitou a responder, por e-mail, que até o final do ano o serviço chegará a todas as estações da rede. E não explicou o motivo de não sinalizar o serviço.

Em São Paulo, desde o final de 2014, os passageiros da rede contam com o serviço de internet sem fio nos mezaninos de seis estações, que estão devidamente identificadas com adesivos e placas, diz a Companhia do Metropolitano de São Paulo, que administra a rede paulista. Para usar o serviço, o usuário deve pesquisar a rede “wifi_metro_sp” e cadastrar seu e-mail. Após aceitar o “Termo de Condições de Uso”, estará habilitado a utilizar o serviço.

“A implantação deste sistema está sendo gradativa. A meta é chegar a 75 áreas de acesso, contemplando todas as estações da rede do metrô paulista”, acrescentou a empresa em nota, sem estabelecer um prazo.

O metrô de Brasília também oferece o serviço em quatro estações da rede, desde o mês passado, e deve chegar a outras 20 até o final do ano, destacou o Governo de Brasília.

No Rio e em São Paulo, o sistema de acesso é semelhante ao de metrôs como Paris, Tóquio, Nova York e Londres, onde o sinal está disponível nos mezaninos e plataformas das estações. Os usuários podem acessar a internet diariamente de forma gratuita, mas o período é limitado. No Rio, são permitidos até dois acessos diários de 15 minutos, e em São Paulo, o usuário pode entrar na rede por até 20 minutos, mas com intervalo de 15 minutos em cada acesso.

Além de possibilitar que o usuário acesse a internet para checar e-mail, fazer buscas, navegar nas redes sociais, entre outras coisas, o serviço é também uma oportunidade para que empresas estabeleçam mais um canal de contato com os consumidores. A não divulgação do serviço, naturalmente, torna a possibilidade de monetização e da prestação de serviços adicionais ao usuário remota.

Segundo a Ruckus Wireless, multinacional que oferece serviços de redes wi-fi para empresas e operadoras, e que provê a tecnologia para o MetrôRio, anunciantes podem, por exemplo, enviar mensagens de marketing. Além disso, as empresas responsáveis pelo transporte podem enviar atualizações sobre o serviço, como atrasos e rotas, e até levantar estatísticas sobre o fluxo de pessoas nas suas estações.

Número de redes de internet sem fio cresceu no país

O número de hotspots wi-fi no Brasil cresceu 189% no último ano e, por isto, o país ocupa a oitava posição no ranking de países com maior disponibilidade de internet sem fio, segundo levantamento da iPass.

"Comparando com outros países da América Latina, o Brasil iniciou sua curva de adoção da tecnologia depois de outros vizinhos. O mesmo aconteceu, por exemplo, com 4G. Isso não significa que não vamos chegar ao mesmo nível de outros países, mas que estamos atrás, estamos”, destacou o diretor da Ruckus Wireless para América Latina, Andre Queiroz.

Existem hoje no país cerca de 1,6 milhão de hotspots em todo tipo de estabelecimentos, como cafés, lojas, hotéis, aeroportos, transporte público, estádios de futebol, entre outros. Queiroz lembra, que no caso do Rio, a Copa do Mundo de 2014 foi um dos impulsos da implantação. “O mesmo deve acontecer com as Olimpíadas”.

No entanto, ponderou o executivo, um dos problemas brasileiros é a qualidade do serviço oferecido. “Uma coisa é dizer que tem wi-fi, outra coisa é funcionar de fato. Tem que ter e estar pronto para ser utilizado. Muitas vezes, a rede é enxergada, mas o usuário não consegue conectar e se autenticar. Há ainda uma série de questões para serem resolvidas na oferta dos serviços”, disse.

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