Por bruno.dutra

Mas a empresa não perguntou se a galera queria o presentinho. Simplesmente descarregou as músicas em seus iPhones e iPads. E muita gente saiu reclamando. Não só porque não gosta do U2, mas por conta de um certo abuso da Apple, que se dá o direito de manipular o conteúdo dos aparelhos que, a rigor, não são de sua propriedade.

Há alguns pontos interessantes aí. Primeiro é o movimento da indústria fonográfica, em busca de salvação. Em 1999, segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica, as receitas do setor, em todo o mundo, chegaram a US$ 38 bilhões. Ano passado, no entanto, já estavam em US$ 15 bilhões. Uma queda porreta, mostrando que algo tem que ser feito.

E a solução encontrada pelo U2, que não dá ponto sem nó, foi vender seu pacote para um patrocinador único, no atacado, em vez de correr atrás do pingadinho do varejo, que tem que concorrer com pirataria e compartilhamento gratuito, por exemplo. Nem todo mundo pode dar uma tacada como o U2, mas é uma saída a ser considerada por produtores de conteúdo.

O segundo ponto: não, não é só porque você comprou um iPhone que acha que terá total controle sobre ele. Isso é coisa do passado. As empresas de tecnologia têm mais tentáculos do que parece. Muita água ainda vai rolar.

Coisa Boa

Os japoneses não sossegam. Inventaram agora um dispositivo que pode ser instalado no carro para detectar se o motorista está bêbado ou sob efeito de drogas. Com o uso de microfones bastante sensíveis, ele também pode avaliar se o pulso de um paciente está irregular ou se está sofrendo um enfarte. O sensor foi desenvolvido pela Universidade de Hiroshima, pela Universidade de Tóquio e pela Delta Tooling. 

Microsoft vai às compras

Criadora do famoso game ‘Minecraft’, a Mojang acaba de ser comprada pela Microsoft. Foram nada menos que US$ 2,5 bilhões. O game permite que os jogadores construam (quase) tudo, como aeronaves, cidade e até planetas. É viciante. O ‘Minecraft’ é o maior jogo online da rede Xbox Live, e já registrou mais de dois bilhões de horas jogadas no Xbox 360 nos últimos dois anos. Viciante.

Uma dica de babá eletrônica Android

Às vésperas do Dia das Crianças, o app Claro Kids continua crescendo com saúde. O aplicativo, com conteúdo infantil, oferece os famosos Galinha Pintadinha, Peixonauta, Ursinhos Carinhosos, Sid o Cientista, entre outros. A assinatura do app sai R$ 9,99 ao mês para usuários pós-pagos e pré-pagos. Só roda no Android. Pode ser uma dica para quem precisa deixar a criançada quieta durante algum tempinho. Mas é bom não abusar.

Os aparelhos mais baratinhos da Google

A Google apresentou ontem, na Índia, os primeiros aparelhos Android One, linha de smartphones de baixo custo sob medida para países emergentes. Os modelos mas básicos custam o equivalente a R$ 245. Os aparelhos aceitam dois chips, têm rádio FM e podem ter suas baterias trocadas. Ainda não há previsão de chegada oficial ao Brasil, mas é bom a galera ficar de olho. Mercado não falta.

E os smartphones continuam em alta

O Brasil comercializou 17,9 milhões de celulares entre de abril e junho, segundo a IDC. Foram 13,3 milhões de smartphones e 4,6 milhões dos modelos mais comuns. Foi aumento
de 22% nas vendas dos smarts e queda de 16% nas vendas dos aparelhos tradicionais.

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