Confusão nas ruas

De fato, a ideia do Uber é bacana mas os passageiros acabam entregues à própria sorte, porque não há regulamentação nem fiscalização a respeito

Por O Dia

Com grande frequência, uma nova tecnologia atropela as leis vigentes e vai abrindo seus caminhos sem piedade... até que o Legislador acorda, mexe seus pauzinhos e decide normatizar a bagunça que a novidade provocou em cima da ordem estabelecida.

No mundo da internet, foi assim com o Napster, por exemplo. Era um revolucionário sistema de compartilhamento de dados, que detonou a pirataria de músicas entre os anos 1990 e 2000. O Napster inaugurou a tecnologia P2P, permitindo a troca de arquivos musicais gratuitamente, sem que músicos ou gravadoras ganhassem um centavo com isso. Foi muito bom para a gente que baixou milhares de canções só por distração, mas a indústria fonográfica chiou, disse que amargou perdas e acionou o Legislador. O Napster foi proibido e acabou revolucionando a discussão sobre os direitos autorais tanto na internet quanto no ‘mundo real’.

Mas a rede agora é dos apps. Os aplicativos para smartphones e afins é que estão fazendo o papel que outrora foi ocupado pelos programas baseados na web. 

E pelo menos um desses apps, extremamente útil, está enfrentando problemas mundo afora. Trata-se do Uber, que andei usando por aqui no Rio e sempre funcionou direitinho. O app é feito para que você consiga caronas — contanto que pague por elas. No fim das contas, você estará contratando o serviço de um taxista informal, digamos assim. 

Sempre achei essa uma boa ideia. Como em todo lugar do mundo, os taxistas do Rio não são exatamente uma categoria totalmente digna de confiança. Pelo contrário. Cooperativas como a AeroDumont e os taxistas de aeroportos, em geral, deveriam ser banidos. Guardadas, claro, as tradicionais exceções.

Pois é. Aí veio o Uber. Resolveu o problema de muita gente que não gosta de taxistas — que, com razão, acabaram chiando, porque a concorrência foi forte.

Resultado: o aplicativo já foi proibido em alguns países, como Bélgica, Espanha, Holanda, Tailândia e, a partir de janeiro, também na França. Alguns estados dos EUA também já o proibiram, assim como na Índia, onde houve diversas queixas a respeito do mau comportamento de alguns motoristas, inclusive com denúncia de estupros a passageiras inofensivas. Caso sério.

De fato, a ideia do Uber é bacana mas os passageiros acabam entregues à própria sorte, porque não há regulamentação nem fiscalização a respeito. Não se exige dos motoristas amadores qualquer qualificação especial. Por essas e por outras, os profissionais dizem que se trata de uma concorrência desleal.

Lá em Paris, os taxistas provocaram nos últimos dias gigantescos engarrafamentos nas áreas dos aeroportos, justamente para chamar a atenção para o caso.

Pelo sim, pelo não, o governo francês decidiu instituir uma multa de € 300 mil e dois anos de prisão para os motoristas que insistirem no exercício irregular da profissão. Mais cedo ou mais tarde, algo semelhante vai acontecer por aqui, numa esquina perto de você.

Módicos R$ 20 por 700 mil livros

A Amazon lançou no Brasil, semana passada, o Kindle Unlimited, que é o serviço de assinatura de livros digitais. O sistema já funciona nos EUA e em outros cantos desde julho. Por aqui, poderemos acessar mais de 700 mil livros em versão digital, sendo uns dez mil em português. Tudo isso pela módica mensalidade de R$ 20, sendo de graça nos primeiros 30 dias. O serviço está disponível para leitura não só nos Kindle da vida, mas também nos aplicativos para iOS, Android, Windows Phone e BlackBerry . É mesmo uma tentação. O problema é encontrar tempo para desfrutar de toda essa oferta...

Claro cria pacotão de apps da Android

Clientes da Claro agora contam com o Clube Apps, que oferece acesso a mais de mil aplicativos Android. Tem muita coisa boa por lá, como o antivírus AVG, conteúdo infantil (tipo a veterana Galinha Pintadinha), e muitos games, entre outras categorias. O pacote todo tem a tarifa única de R$ 4,99 mensais. Bom é que o clube entrega as versões completas dos apps, sem publicidade. Além disso, a tarifa é debitada na fatura ou no saldo de créditos do consumidor. Para assinar, basta enviar SMS com a palavra APPS para 2777 ou baixar o conteúdo na loja de aplicativos Android.  O serviço é grátis por 15 dias, para que o cliente possa experimentá-lo.




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