Não deixe a peteca cair

A chapa da economia vai esquentar ainda mais. Por isso, é bom buscar alternativas a um mercado instável — e tenho certeza de que a internet pode salvar muita gente

Por O Dia

Como se sabe, a previsão do tempo não é das mais otimistas para a economia do país. A chapa vai esquentar ainda mais. Por isso, é bom buscar alternativas a um mercado instável — e tenho certeza de que a internet pode salvar muita gente. Toda ajudinha é mais do que bem-vinda. Pensei nisso vendo recentes casos de bom relacionamento entre o Sebrae RJ e algumas start-ups aqui do Rio. A ideia é fortalecer o empreendedorismo na área de internet, reforçando três áreas: Capacitação (gestão de empresas e capacitação técnica), Mercado (acesso a clientes e investidores) e Divulgação e Promoção (marketing). O investimento chega a R$ 1,5 milhão.

Um bom caso é o da Marcela Kashiwagi, de 26 anos, e sua sócia, Ana Paula Lessa, de 22, que administram o www.cabenamala.com.br. É um site sob medida para a turma que não faz cerimônia na hora de pedir uma ‘encomendinha’ a quem viaja ao exterior. 

Quem nunca sofreu ou se beneficiou com isso?

Graça a esse velho hábito, a dupla criou uma plataforma colaborativa, que serve de ponte entre quem procura um produto de fora do Brasil e alguém que está perto dele e pode incluí-lo na bagagem. Não é totalmente de graça. Há uma comissão para quem trouxer o produto e um tiquinho para o site. De qualquer maneira, o custo final sai bem mais em conta do que o cobrado pelas lojas no Brasil. Com a ajuda do Sebrae, a ideia foi apresentada no evento Start Up Weekend em dezembro de 2012, e o site foi lançado no mês seguinte. Utilizando apenas uma página no Facebook e a divulgação boca a boca, a coisa deu certo. Tanto que a turma lá já está pensando em expandir para outros países latino-americanos — onde também tem muita gente que adora tirar uma casquinha da viagem alheia...

Em tempo: o produto mais pedido, como se poderia imaginar, é o iPhone. Ô, pessoal sem inspiração! Mas as meninas garantem que, no fim das contas, o cliente paga bem menos do que o extorsivo preço do smartphone aqui no Brasil. Enfim, o importante é que deu certo.

Outro caso interessante é o da Edools, que lida com sistemas de gerenciamento de aprendizado. Em 2012, os três sócios abriram a empresa para vender cursos de ensino a distância e logo perceberam que faltava uma plataforma decente no mercado. Foi o clique que levou a empresa a outro patamar — mais profundo, digamos assim. Com a ajuda do Sebrae, a Edools ganhou clientes e agora faz parte do Samba Group, que tem gente da pesada, como o pessoal da Samba Tech, da Samba Ads e da Adstream Samba.

Um terceiro caso a ser considerado é o do portal Trinks (www.trinks.com), que faz o agendamento online em salões de beleza e estética, divulga as atividades dos que estão cadastrados, permite a visualização imediata das comissões de todos os profissionais envolvidos e, melhor de tudo, consegue fazer o controle de estoque e financeiro. Tremenda mão na roda. Lançado em julho de 2013, já tem mais de 500 estabelecimentos participantes em todo o Brasil, com mais de 50 mil usuários cadastrados. Ou seja: a solução para a crise é usar a inteligência.

Música em todos os cantos do mundo

Levantamento da Nielsen mostra que 80% de toda a receita da indústria de música gravada, nos EUA, estão concentrados nas mãos de apenas 1% dos artistas e bandas. Mesmo assim, a venda de CDs caiu 20% entre 2013 e 2014, assim como o download pago das canções foi 13% menor, no mesmo período. Estamos ouvindo menos música? Não. O que está mudando é o canal. Quem está feliz é o mercado de streaming (SoundCloud, Spotify e Pandora, entre outros), com 54% de crescimento. O TheAtlantic.com diz que, com esses resultados, resta às bandas sair tocando pelo mundo afora, porque é onde elas conseguem renda garantida, como nos velhos tempos. Lembro, a propósito, que esse movimento aconteceu também nos áureos tempos do Napster, no início deste milênio. Como se sabe, ‘as coisa vai, as coisa volta’...

A Amazon é um espanto

Alguns números curiosos sobre a Amazon. Em 2014, a gigante do e-commerce vendeu dois bilhões de itens em todo o planeta. Toda essa tralha fica estocada em armazéns nada modestos, como o de Baltimore, que tem nada menos que 92 mil metros quadrados. Somente nos EUA, são 40 mil funcionários distribuídos em mais de 50 armazéns — sem contar os reforços nas épocas de festas. Há quem percorra uns 20 km por dia para dar conta do serviço, diz o site Mentalfloss.com. Não é moleza.


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