Ainda há vagas

Segundo estimativa da Softex, o déficit de pessoal na área de Tecnologia da Informação no Brasil já é de 92 mil profissionais, número que pode chegar a 750 mil em 2020

Por O Dia

A Comissão Europeia estima que, até 2020, os países europeus devem abrir 900 mil vagas na área de tecnologia da informação. Somente em Portugal seriam 15 mil empregos. Pensei em indicar esse caminho para os nossos analistas brasileiros, até porque o idioma facilitaria a comunicação entre seus pares. Mas não tem como fazer isso porque, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o nosso mercado já emprega mais de 1,3 milhão de pessoas e deve crescer 30% até 2016. Pior: já está faltando gente devidamente capacitada por aqui. É uma queixa antiga. E não tem jeito.

Segundo estimativa da Softex, o déficit de pessoal na área de (TI) no país já é de 92 mil profissionais, número que pode chegar a 750 mil em 2020. Hoje existem 700 mil pessoas trabalhando no setor, em todo o país. Como lembra o Marcos Sakamoto, da Assespro-SP, ao IDG, há empresas que levam até 70 dias para preencher suas vagas. Quando se pensa que há crises em diversos outros segmentos no país, é um tremendo vacilo.

O que fazer para melhorar isso? No caso europeu, algumas empresas da pesada, como IBM e Cisco, uniram-se para criar a eSkills for Jobs. A iniciativa pretende capacitar milhares de jovens não só em linguagem de programação, o que, doa a quem doer, já parece insuficiente. Afinal, mais do que programar numa linguagem que não esteja obsoleta, o sujeito hoje precisa aprender a empreender e a negociar. Aí é que está o busílis, porque não são habilidades para todos.

Cinco anos de iPad

?E o iPad completa cinco anos de bons serviços. Somente no primeiro dia de vendas, 3 de abril de 2010, nada menos que 300 mil unidades deixaram as prateleiras dos EUA. Não foi o primeiro tablet a surgir no mercado, mas mudou a indústria, certamente. Matou os netbooks, que eram bonitinhos e quebravam um galhão, e espalhou de vez, pelo planeta, o gosto por aplicativos, telas sensíveis ao toque e mobilidade sem limites. Reforçaram o fim dos velhos celulares. Fizeram com que os smartphones crescessem. E são justamente os smarts com telas grandes que estão ajudando a derrubar as vendas de iPads... No último trimestre, elas caíram pela primeira vez na sua história.
Mas tudo bem. A indústria vive exatamente da alternância entre ondas e marolinhas. Se o consumidor final já está contente com os smartphones, ainda há muito espaço para os tablets no mundo corporativo. Ou não?

O estresse nosso de cada dia nos dai hoje

A Qualcomm e o Ibope divulgaram semana passada uma pesquisa mostrando a quantas anda o relacionamento entre o brasileiro e alguns serviços gratuitos disponíveis no seu smartphone. São os chamados serviços OTTs (over the top), tipo WhatsApp, Viber ou Facebook, que distribuem conteúdo pesado sem controle das operadoras tradicionais.

Segundo o levantamento, feito no ano passado, 89% dos usuários usaram serviços de mensagens desses e de outros players. Consequência prática para a sua vida: nos dias úteis, 36% dos brasileiros estão checando os seus celulares a cada cinco minutos. CINCO minutos! E 24% dos usuários fazem o mesmo a cada 15 minutos, enquanto 20% , a cada 30 minutos.

No fim das contas da pesquisa, nada menos que 80% dão uma conferida no smartphone a cada meia hora. O uso desses serviços cresceu 164% na comparação com o ano anterior. Para tristeza das operadoras, o uso dos serviços de voz tradicionais despencou 64%.

Será que toda essa atividade não contribui para o aumento do estresse nosso de cada dia?

Uma lei tão boa que protege até bandido

A frase que marcou a semana foi do Raphael Mandarino, citada em https://bit.ly/1IkaOR9: “Vamos falar de uma simples (lei) aqui, o Marco Civil da Internet, fantástico, vamos proteger o usuário. Protege tanto que protege até o usuário quando ele é bandido, porque ninguém consegue atacar nada na Internet se não for usuário”.


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