Por diana.dantas

Todo mundo sabe que tenho um pé atrás em relação ao Facebook, que é uma ferramenta genial para fazer amigos e disseminar ideias. Mais especificamente, então, digo que minha bronca é quanto ao seu uso sem espírito crítico — e a ‘culpa’ não é do Facebook, que está na luta justamente para ganhar o mundo inteiro, e está no caminho, se o tal espírito crítico não surgir com força.

Daí que vejo com desconfiança o anúncio de que Dilma e Mark Zuckerberg encontraram-se para discutir inclusão digital no país. Pelo pouco que foi anunciado, o Facebook ficará responsável por oferecer o sinal de internet a populações mais carentes ou em regiões mais remotas do país. De sua parte, o governo brasileiro ficará responsável pelo óbvio: serviços sociais.

Somente em junho serão divulgados mais detalhes sobre a parceria. O Zuckerberg já divulgou uma notinha dizendo que está ansioso para ajudar mais brasileiros a se conectar com seus entes queridos, além de criar boas oportunidades de negócios. Já existe um projeto semelhante em Heliópolis, comunidade muito pobre de São Paulo, com 200 mil moradores. Por lá, o Facebook instalou um centro para ajudar estudantes e comerciantes a ganharem o mundo.

Como o Facebook conta com a simpatia de nada menos que cem milhões de brasileiros, a experiência tem tudo para dar certo. Mas, como toda empresa, seja pública ou não, o Facebook precisa de dinheiro. Por isso mesmo, não dá para pensar em projetos de inclusão digital sem lucros e dividendos. Qualquer hora dessas, a conta chega.

Curtinhas

Como diz a Bianca Lobianco, não há terceirização nem protesto contra Dilma que rivalize com o assunto mais importante da última semana na internet: o tal do Dubsmash. É um aplicativo com que o usuário dubla inúmeros trechos de música ou diálogos de filmes, novelas etc. É mais uma dessas bobagens que viralizam pelo mundo virtual e acabam comendo o tempo da gente. Vamos ver quantas semanas essa onda vai durar...

Enquanto isso, o Instagram anuncia que vai exibir anúncios pagos nos perfis brasileiros. Significa que a brincadeira, afinal das contas, tem que render alguns caraminguás para a empresa. Já conta com alguns anunciantes da pesada, como Avon, Closeup, Coca-Cola, Vivo e Volkswagen, entre outras tantas. A ‘invasão’ é mais do que necessária, considerando que são 300 milhões compartilhando 70 milhões de fotos ou vídeos por dia.

Não esqueça a gorjetinha do robô

Tudo bem que robôs são seres (!?) muito eficientes, mas talvez estejamos exagerando. Em julho será inaugurado, no Japão, o primeiro hotel onde o atendimento aos clientes será feito quase totalmente por máquinas inteligentes. Além de atender os hóspedes na recepção, eles serão responsáveis por carregar as malas dos hóspedes, vão limpar os quartos e tocar outras tarefas internas — como administrar o sistema de reservas.

Segundo Hideo Sawada, proprietário do hotel “Henn Na” (que significa “Hotel Estranho”), a ideia é que, daqui a algum tempo, pelo menos 90% dos serviços do estabelecimento fiquem por conta dos robôs. “Teremos o hotel mais eficiente do mundo”. 

O estranho hotel vai abusar de boas tecnologias, usando portas com reconhecimento facial, dispensando a necessidade de chaves ou cartões. E não será tão caro assim. A diária será o equivalente a R$ 180.

E assim caminha a humanidade...

Curioso como temos dificuldade para entender que o acesso à rede tem que ser aberto. O restaurante Devassa, do Flamengo, por exemplo, encontrou uma solução sui generis para controlar o uso do Wi-Fi da casa. O cliente é obrigado a entregar o smartphone para o próprio gerente digitar a senha de acesso à rede. O gerente diz que, assim, evita que seus funcionários usem a internet sem fio da casa. Estranho, porque mostra que não confia na sua equipe ou que tem gente com tempo ocioso durante a hora de trabalho. Mas a solução também mostra que o gerente tampouco confia nos clientes, que não têm o direito de saber qual senha está sendo digitada. E assim vamos caminhando...


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