Por diana.dantas

Comentei aqui, dia desses, que é bom a gente ficar de olho na parceria entre Facebook e o governo federal. A empresa quer facilitar o acesso gratuito à internet para todos. Seu projeto Internet.org já está sendo tocado em vários países, e agora quer intensificá-lo aqui também. Mas a verdade é que não é tão gratuitamente assim, porque — claro — quase nada se faz de graça no mercado de internet, e muito menos quando se trata de Facebook. Daí que um grupo de defesa do consumidor, a Proteste, e outras 33 entidades civis encaminharam à presidente Dilma uma carta criticando o acordo, que foi anunciado há duas semanas, no Panamá.

O problema é um velho conhecido da indústria de tecnologia e, particularmente, no Brasil: a tal da reserva de mercado. O documento encaminhado a Dilma é claro nesse ponto: quando o Facebook promete acesso gratuito e exclusivo a aplicativos e serviços, ele acaba limitando o acesso a outros serviços da rede, “oferecendo aos usuários de baixa renda acesso a apenas uma parte da internet”.

Já vivemos isso há muito tempo, ainda nos anos 90, e o ‘malvado’ da vez era a Microsoft, que quis tomar conta da internet. Acabou processada por abuso de poder, monopólio etc e tal. Agora o Facebook está indo pelo mesmo caminho. A liberdade de escolha do usuário tem que ser respeitada. Foi o mesmo erro em que caiu a Microsoft.

A carta da Proteste para Dilma diz isto: "Esta estratégia da rede social, realizada em parceria com operadoras de telecomunicações e provedores de conteúdo, desrespeita o princípio da neutralidade, ainda que garanta o uso dos aplicativos e conteúdos mais populares".

Vasto mundo

Mas não é só o Facebook que está ditando regras demais sobre a vida internética. A Google também não fica muito atrás. Agora mesmo decidiu que sites que não tenham versão para smartphones e mobiles em geral ficarão mal no seu ranking de buscas. Com isso, o site perde visibilidade, porque o Google responde por grande parcela dos acessos de quase todas as URLs do planeta. A longo prazo, isso pode representar a morte do site. E da empresa.

Claro que o futuro - ou, na verdade, o presente - é o mundo móvel. O consumo de notícias, por exemplo, e qualquer outro tipo de consumo será através de celulares e afins. Mas quando a Google decide que todo mundo tem que ter o site responsivo (ou seja, que se adequa ao jeitão do smartphone), acaba determinando interferindo até sobre o orçamento das empresas, muitas das quais não têm grana para adaptar seus sites. E ninguém quer ficar fora do Google. Ou quer?

Como se sabe, unidos venceremos

O sistema de crowdfunding — que é um nome bonito para a velha e boa vaquinha — tem sido bastante utilizado pelas bandas de música para levantar grana para seus shows e discos. Segundo a Kickante, cerca de 38% dos projetos culturais inscritos na plataforma são dessa área. Com o sumiço dos patrocínios oficiais, parece uma boa saída.

A Amazon seduz, mas dólar não ajuda

Tentação. Os clientes da Amazon.com.br já podem importar mais de cem mil livros estrangeiros ao custo de frete local. É um frete fixo para qualquer quantidade de livros e grátis em pedidos acima de R$ 69 (para as regiões Sul e Sudeste) e R$ 99 (para as outras regiões). Pena que o dólar não esteja colaborando com os pobres leitores...

Qualquer hora é hora de estudar

A Escola 24Horas criou o Aplicativo Professor Web para Android e IOS. A partir de agora, os estudantes podem consultar, 24 horas por dia, durante sete dias por semana, uma equipe de professores sobre dúvidas de disciplinas do ensino médio, fundamental e do ENEM.



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