Golpe militar completa 50 anos

A ditadura deixou marcar profundas na história do Brasil e até hoje muitos fatos da época ainda não foram esclarecidos

Por O Dia

Rio - Os 50 anos do golpe militar é a efeméride mais lembrada entre o fim de março e o início de abril. A história do Brasil entre 31 de março de 1964 e janeiro de 1985 foi marcada por um período de grande repressão, conflitos, tortura, censura, desenvolvimento econômico e grandes obras. As imagens e alguns personagens contam parte dessa história.

João Goulart discursa na Central do Brasil, ao lado da mulher Maria Teresa, em 13 de março de 1964, no mítico comício em que abordou a proposta das Reformas de Base. Dezoito dias depois, sofreria o golpe que lhe tirou do poder.

João Goulart e a primeira-dama Maria Thereza GoulartArquivo O Dia

Golbery do Couto e Silva, no centro da foto de 1977 abaixo, foi o principal ideólogo da ditadura militar. Criou o SNI (Serviço Nacional de Informação) e foi chefe do Gabinete Civil da Presidência nos governos Ernesto Geisel e João Figueiredo. Em 1974, iniciou com Geisel a distensão "lenta, gradual e segura" do regime.

Golbery do Couto e Silva ao centro Arquivo O Dia


O ano de 1968 foi o mais duro do regime. Conflitos entre policiais e estudantes eram constantes. Em dezembro, foi decretado o AI-5.

Policiais em ação na ápoca da repressão militarChicarino/Ag O Dia


A estilista Zuzu Angel morreu em 1976 em um obscuro acidente na Gávea. Desde 1971, ela lutava para denunciar a morte de seu filho Stuart Angel pelos órgãos de repressão do governo.

Zuzu Angel foi vítima de um suposto acidente de carro na zona sul do Rio de JaneiroArquivo O Dia


A frase do cartaz, foto de 1976, pinçada de uma canção gravada pelo grupo "Os Incríveis", reflete a propaganda ufanista do governo embalada pelo crescimento do PIB, o chamado ‘Milagre Econômico' dos anos 1970.

Placa faz propaganda do 'Milagre Econômico'Arquivo O Dia


Grandes obras, como a construção da Ponte Rio-Niterói, na foto de 1971, marcaram o regime militar que buscava o chamado Brasil Grande. É deste período a construção da Usina Nuclear de Angra e a rodovia Transamazônica

A ponte Presidente Costa e Silva foi inaugurada em 1974Hilton/Agência O Dia


Com a distensão do regime, em 1979, os exilados começam a voltar ao país. Entre eles Fernando Gabeira, na foto abaixo, recebido com festa no Aeroporto Internacional do Galeão.

Fernando Gabeira no GaleãoArquivo O Dia


No dia 10 de abril de 1984, 1 milhão de pessoas pediram eleições diretas para presidente da República, no centro do Rio. O movimento Diretas Já, em apoio à emenda do deputado Dante de Oliveira, que propunha o voto direto, cresceu em todo o país.

Avenida Presidente Vargas em 10 de abril de 1984Arquivo O Dia


No dia 25 de abril de 1984, a Cinelândia ganhou um placar para acompanhar a votação da emenda Dante de Oliveira, que foi rejeitada pelo Congresso Nacional.

Placar da votação das Diretas Já no Rio de JaneiroMozar Trindade/Agência O Dia


Em janeiro de 1985, Tancredo Neves, na foto a seguir ao lado do neto Aécio Neves, foi eleito pelo Congresso Nacional, o primeiro presidente civil depois de 21 anos. Adoeceu e morreu sem tomar posse no cargo. Foto de fevereiro de 1985.

  

Tancredo Neves e seu neto Aécio NevesArquivo O Dia


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