'Coração de Leão' chega às telonas brasileiras

Escrita e dirigida pelo cordobês Marcos Carnevale, a comédia romântica é coprodução entre Argentina e Brasil

Por O Dia

Uma curiosidade do filme é a altura do ator Guilhermo Francella, que em cena mede 1,36m, mas na vida real é quarenta centímetros mais altoDivulgação

De um encontro inusitado nasce a comédia romântica “Coração de Leão”. O filme, realizado em coprodução entre Argentina e Brasil, conta a história da advogada Ivana Cornejo, interpretada por Julieta Díaz, e do arquiteto León Godoy, vivido por Guillermo Francella. Recém-divorciada, Ivana procura retomar a vida amorosa. Um dia, quando perde o celular, um simpático e divertido homem liga para ela, dizendo ter encontrado o aparelho. Então, eles decidem se encontrar e marcam um jantar romântico. Quando se conhecem, Ivana fica surpresa: León tem apenas 1,36m. Escrita e dirigida pelo cordobês Marcos Carnevale, a comédia estreou na Argentina no último ano. Despertando o interesse imediato dos espectadores, já nos quatro primeiros dias em cartaz, tornou-se a segunda melhor bilheteria de início de filme na história do cinema argentino. Em menos de três semanas, ultrapassou um milhão de espectadores. Após o sucesso de público naquele país, o filme chega aos cinemas brasileiros neste final de semana.

Vencedor do Prêmio Sur, mais importante premiação cinematográfica argentina, nas categorias “Melhor Atriz” para Julieta Díaz, e “Melhor Ator Revelação” para Nicolas Francella, “Coração de Leão” ainda concorre ao Prêmio Cóndor de Plata, da Associação dos Críticos de Cinema da Argentina, em oito categorias. O diretor Marcos Carnevale, que já filmou os elogiados “Elsa & Fred - Um Amor de Paixão” (2005), “Anita” (2009) e “Viúvas” (2011) afirma que a história é um projeto antigo.

“Faz 15 anos que eu quero fazer esse filme, mas não existia tecnologia no país para fazê-lo. É um filme que te permite rir e se emocionar também. Essa história sugere um espelho para nos olharmos e percebermos que temos algo de preconceituoso”, explica. Como um projeto realizado em coprodução entre Argentina e Brasil, o filme recebeu o apoio da Ancine e do Governo do Rio de Janeiro para viabilizar as filmagens. Com maior parte das cenas rodadas na Argentina, em 2012, a produção também tem cenas feitas no Rio de Janeiro, na Praia de São Conrado. O ator argentino Mário José Paz é o produtor do longa no Brasil e também faz uma participação na frente as câmeras, interpretando um amigo de León.

Outra curiosidade do filme é a altura do ator Guilhermo Francella, que em cena mede 1,36m, mas na vida real é quarenta centímetros mais alto. No filme, para transformá-lo em um pequeno homem foram utilizadas técnicas de Foreground e Background, que são categorias de filmagens em primeiro e segundo plano, além do fundo verde, Chroma Key, que permite inserir efeitos digitais nas cenas originais. As imagens também tiveram o apoio de um dublê, atuando no lugar de Francella. Todos os efeitos visuais foram desenvolvidos sob a direção de Juan Pablo Pires e a supervisão de Leandro Visconti. A técnica ainda contou com a direção de fotografia de Horacio Maira e Juarez Pavelak. A direção de arte, por sua vez, é de Mariana Sourrouillie.

ONDE ASSISTIR

O filme chega ao circuito comercial em salas do Cinemark, Rede UCI e Espaço Itaú de Cinema de todo os país.

Após prêmio, ‘O menino e o mundo’ retorna ao cinema

O longametragem de animação brasileiro “O menino e o mundo”, de Alê Abreu, conquistou na última semana o principal prêmio do 38º Festival de Annency, na França. Após alcançar o topo do mais importante evento de animação do mundo, o filme já é apontado pela crítica especializada como favorito também ao Oscar na categoria animação.

Na história, através de uma linguagem simples, Alê Abreu busca revelar os problemas do mundo moderno pelos olhos de uma criança. Ao criar universo lúdico e colorido, ele mistura diversas técnicas artísticas como desenhos, pinturas e colagens.

A ideia do roteiro surgiu há oito anos, quando o ilustrador desenvolvia uma intensa pesquisa sobre períodos conturbados da história recente da América Latina para um projeto de anima-doc. Durante a pesquisa, o espanto de um menino frente à complexidade do mundo foi se constituindo em sua cabeça. A partir de suas reações iniciais, ele desenhou, anotou, acrescentou música e sons e foi alinhavando um roteiro visual, em que optou por abrir mão dos diálogos.

Alê Abreu é ilustrador desde os 13 anos. Desde então, desenvolveu inúmeros desenhos para publicidade revistas, jornais e livros clássicos, como “O Menino que Espiava prá Dentro”, de Ana Maria Machado. Produzindo curtas em paralelo ao trabalho de ilustrador, desde os anos 1990, foi o artista homenageado pelo AnimaMundi, em 2007, quando o festival exibiu uma retrospectiva de seus filmes. Um ano depois, conseguiu unir as duas linguagens em um projeto, ao lançar nos cinemas e em livro o premiado “Garoto Cósmico”. “O menino e o mundo” foi lançado nos cinemas brasileiros em janeiro deste ano. Após a premiação no festival francês, o filme retorna a algumas cidades brasileiras.

ONDE ASSISTIR

Neste final de semana, “O menino e o mundo” retorna às salas de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis.

Em julho, Abraham Palatnik ganha mostra retrospectiva no MAM-SP

A partir de 2 de julho, o Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta em sua Grande Sala, “Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura”, em homenagem ao artista de 86 anos, reconhecido como uma dos maiores nomes da arte cinética no Brasil. Em formato de retrospectiva, a mostra exibe 97 obras do artista, onze a mais que nas versões apresentadas em Brasília e em Curitiba. Desde óleos sobre tela do início da carreira a trabalhos recentes como a série “W”, de acrílica sobre madeira, estão presentes suas séries mais célebres: “Aparelhos Cinecromáticos”, “Objetos Cinéticos” e “Objetos Lúdicos”.

Com curadoria de Felipe Scovino e Pieter Tjabbes, a exposição pensa a obra de Abraham Palatnik como um trabalho único. “Seja nos aparelhos cinecromáticos, nos objetos cinéticos ou nas pinturas, o artista apresenta uma artesania e certa dose de gambiarra, que ao longo dos anos foi desaparecendo” explica Scovino. “Hoje, os cortes feitos na madeira são produzidos a laser e não mais com uma máquina, na casa do artista, cuja precisão era menor,” afirma.

Ao unir estética à tecnologia, Palatnik utiliza movimento, luz e tempo como instrumentos para a criação de suas obras. Misturando as fronteiras entre pintura e escultura, seu trabalho foi pioneiro no Brasil nos fundamentos de uma corrente artística que ficou conhecida posteriormente como arte cinética.

NOTAS

Castelo Rá-Tim-Bum é remontado no MIS, em SP

A partir de 16 de julho, o MIS de São Paulo exibe “Castelo-Rá-Tim-Bum – A Exposição”, uma homenagem ao programa infantil da TV Cultura que neste ano completa 20 anos. Na mostra estarão expostos objetos de cena, fotografias, maquetes e figurinos, além de trechos do programa.

Karim Aïnouz em cartaz no IMS, no Rio

Até o próximo domingo, dia 29, o cinema do IMS carioca apresentará uma mostra dedicada ao cineasta brasileiro Karim Aïnouz, junto com seu último filme, “Praia do Futuro”. Entre os títulos ainda estão os elogiados “O Abismo Prateado” e “Madame Satã”.

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