Ataques a Hiroshima e Nagasaki completam 69 anos

Único país no mundo atingido por bombardeio atômico, Japão reverencia as vítimas em agosto e defende a eliminação das armas nucleares

Por monica.lima

Lanternas coloridas flutuando sobre o Rio Motoyasu, em Hiroshima, no Japão, lembraram anteontem os 69 anos do lançamento da bomba atômica sobre a cidade, em 6 de agosto de 1945. Cento e quarenta mil pessoas morreram no ataque. Três dias depois a tragédia se repetiu em Nagasaki matando mais 70 mil e levou o Japão à rendição, no dia 15 de agosto, encerrando a Segunda Guerra Mundial. Quase 70 anos depois, as lanternas de Hiroshima ainda pedem paz para um mundo que ainda vive os horrores de guerras.

Lanternas de papel sobre o rio Motoyasu Toru Yamanaka/AFP

As pesadas bombas, chamadas de Little Boy, a de Hiroshima, feita de urânio, e Fat Man, a de Nagasaki, de plutônio, devastaram as cidades e deixaram sequelas permanentes em seus moradores. Nagasaki era estrategicamente a principal base militar do país, mas a máquina de guerra do Japão já estava praticamente destruída. A ordem de lançamento da bomba partiu do presidente americano Harry Truman, com a justificativa de apressar a rendição japonesa e recebeu condenação mundial. O número de vítimas ainda aumenta a cada ano com as mortes das pessoas contaminadas pela radiação. Estima-se em 190 mil o número de sobreviventes, os chamados hibakusha. Único país no mundo atingido por bombardeio atômico, o Japão ao longo desses anos reverencia as vítimas em agosto e defende a eliminação das armas nucleares.

Na foto de 1948%2C em Hiroshima%2C crianças se protegem da radiação na cidade devastadaSTF/AFP

Em 2015, quando a trágedia completa 70 anos, a ONU promove a Conferência de Revisão das Partes do Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), que entrou em vigor em 1970 e foi prorrogado por tempo indeterminado em 1995. A revisão é feita a cada cinco anos. O Tratado é considerado a pedra angular do regime global de não-proliferação nuclear. Foi criado para evitar a propagação de armas nucleares, mas permite a pesquisa e produção de energia nuclear para fins pacíficos. O TNP não impediu, entrentanto, que o mundo fosse dividido entre os que possuem e os que não possuem armas nucleares, signatários ou não do Tratado. Estados Unidos, Rússia, China, Inglaterra e França, por exemplo, primeiros países a assinarem o acordo, possuem essas armas. Índia, Coréia do Norte e Paquistão, não signatários, também.

Japoneses se reúnem para reverenciar vítimas da bomba nuclear em HiroshimaToru Yamanaka/AFP
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