Vinhos para harmonizar com o bacalhau das festas de fim de ano

Tradição nas ceias do Natal e Réveillon, as versões da iguaria têm várias opções para harmonização

Por O Dia

Acima opções para harmonizar com uma das estrelas das mesas no fim de anoDivulgação

Ele vem da Noruega, nada por mares portugueses e chega às praias brasileiras como uma das estrelas do fim de ano. O bacalhau é tradição da ceia de Natal e Réveillon em suas mais variadas versões: espiritual, na nata, a Gomes de Sá, ou na salada como a do Chezamis, que leva lascas de bacalhau com mini-batatas confitadas no azeite, azeitonas pretas e maionese de alho. E para acompanhar essa iguaria, se ela vier desfiada, o presidente da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-Rio), Ricardo Farias, sugere um português da uva tinta roriz ou um merlot nacional. Já se o bacalhau vier em postas, a melhor combinação seria com um vinho branco seco, de bom corpo, como os portugueses da variedade Bical, do Dão ou da Bairrada, ou um Chardonnay dos melhores produtores da argentina, do Chile ou do Brasil. O sommelier Danilo Machado, da Churrascaria Palace, concorda: “O bacalhau harmoniza muito bem com vinhos que refletem a alma do Dão, no nariz algo terroso, com ótima acidez, que combina com a densidade do prato”. Ele serve o Bacalhau a Lagreiro do restaurante com o vinho Dão Porta dos Cavaleiros 2009.

Já o chef executivo da Cavist, Airton Aragão, recomenda o tinto Lua Nova em Vinhas Velhas – Douro 2010, e o branco Dona Paula Estate Chardonnay, que tem intensidade e mineralidade. “É ideal para acompanhar aquele bacalhau que leva bastante azeite, pois sua acidez atua eliminando o excesso de gordura”, explica Airton. E há os que preferem um Lambrusco italiano como o Rosso Secco Reggiano Concerto, sugestão do gerente do Mr. Lam, Eder Heck. “Os vinhos mais encorpados são os mais indicados, já que a carne branca possui uma gordura considerada boa e pede uma sugestão aveludada. Outras opções são o espumante brasileiro Cave Geisse Nature Terroir ou o branco português Pêra Manca”, aconselha Eder.

OUTROS COPOS

Vestido para o Natal

De amargor leve e equilibrado, com 42% de teor alcoólico, o Brasilberg, versão nacional do Underberg alemão, chega às prateleiras neste fim de ano vestido para o Natal. A embalagem ganhou um gorro, no mesmo tom verde da empresa. A ideia é retornar às origens de Papai Noel, cujo nome original é Saint Klaus, e que teve na sua origem a cor verde em suas vestimentas.

Rica iguaria

Em plena temporada de trufas, que vai de outubro a dezembro, a Sotheby’s de Nova York leiloou uma trufa branca de quase dois quilos. O item, um dos ingredientes mais cobiçados por chefs de todo mundo, foi arrematado por US$ 61.250.

Mercado japonês

A vinícola Aurora comemora o crescimento das exportações para o Japão, que dobraram em 2014, chegando a 140 mil garrafas dos vinhos das linhas Brazilian Soul e Aurora. O país representa 12% do volume total de 1,2 milhão de garrafas exportadas pela vinícola este ano, e é o quarto maior comprador da Aurora. Para 2015, estão previstos embarques, também, dos vinhos Aurora Pinto Bandeira Chardonnay, Aurora Pinto Bandeira Pinot Noir e Aurora Millèsime.

Espumantes de ouro

Casa Valduga Espumante Brut 130, Peterlongo Presence Espumante Moscatel Rosé e Perini Espumante Nature Extra Brut. Esses foram os espumantes que receberam medalha de ouro na França. Elas foram dadas no concurso Effervescents du Monde, que reuniu 606 amostras oriundas de 24 países, que foram avaliadas por um time de cem degustadores.

Fim de ano com sabor francês

A Wine Mundi aposta nos rótulos franceses para harmonizar com a ceia deste fim de ano. Entre os destaques da importadora estão o Abbaye de Fontfroide Convers Rouge 2012, o Abbaye de Fontfroide Convers Blanc 2012 e o Abbaye de Fontfroide Deo Gratias 2010.

Pequenos produtores

Para brindar o fim de ano, o Empório Hedoniste investe nos pequenos produtores franceses. Entre os destaques estão a Maison Franck Bonville, com o Camille Bonville e a Les Belles Voyes, os dois 100% chardonnay; e a Maison Michel Arnould & Fils, com o Carte D’Or 2004, elaborado com 50% de pinot noir de verzenay de vinhas velhas e 50% de chardonnay.

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