Por monica.lima
O Cordão do Boitatá promove o Baile Multicultural do Cordão do Boitatá%2C em palco montado na Praça XV%2C no domingo de CarnavalPublius Vergilius

A menos de duas semanas para o início do Carnaval, a maioria dos blocos cariocas e paulistanos já estão nas ruas animando os foliões para a festa mais agitada do ano.

Entre os tradicionais cortejos que alegram o bairro de Laranjeiras, no Rio, no último final de semana do mês de janeiro, está o “Imprensa que Eu Gamo”. Fundado por um grupo de jornalistas em 1996, o bloco começou reunindo cerca de 500 pessoas e hoje arrasta mais de 15 mil foliões para cantar sambas recheados pelas principais notícias do ano. Outro veterano da folia carioca é o “Céu na Terra”. Nascido há 15 anos, o bloco de Santa Teresa percorre as ladeiras bucólicas do bairro com um dos cortejos mais coloridos do Carnaval. Entre serpentinas e fantasias bem elaboradas, os banhos de mangueira promovidos por moradores ajudam a refrescar os foliões espremidos nas ruas estreitas. Pelo segundo ano consecutivo, o clássico “Cordão do Boitatá” faz a festa em dois dias. Além do tradicional cortejo no pré-carnaval, que parte da Rua do Mercado, percorre as ruas do Centro Antigo do Rio, até a Praça Tiradentes, o grupo promove o Baile Multicultural do Cordão do Boitatá, em palco montado na Praça XV, no domingo de Carnaval.

Já em São Paulo, um novo clima da festa se espalha pela cidade. Se há alguns anos, ficar na capital paulistana no Carnaval significava fugir da muvuca, a realidade agora é outra. Com objetivo de resgatar o samba paulistano, o “Kolombolo Diá Piratininga” desfila pela Vila Madalena nos dois finais de semana que antecedem a festa. Criado em 2010, como um dos pontapés iniciais de revitalização do Carnaval na capital, o bloco “Acadêmicos do Baixo Augusta” estreia banda nova e oficial, comandada por Simoninha, e apresenta repertório que mistura músicas próprias com clássicos do Carnaval e versões carnavalescas de hits do rock. E, para os pequenos não ficarem de fora da folia paulistana, a “Banda do Bloquinho” espalha todo o seu colorido e alegria na Praça Horácio Sabino, na Vila Madalena, neste sábado. Marina Pitasse ([email protected])

ONDE CONFERIR

RIO DE JANEIRO:

Imprensa que Eu Gamo
Rua Gago Coutinho, ao lado do Mercado São José, em Laranjeiras.
Dia 31/01, às 15h.

Cordão do Boitatá
Rua do Mercado, Centro Rio Antigo.
Dia 8/02, a partir das 8h.

Céu na Terra
Praça Odilo Costa Neto, em Santa Teresa.
Dia 07/02, às 08h.

Volta, Alice 
Rua Alice, do número 01 até o 500, em Laranjeiras.
Dia 01/02, às 10h.

Banda de Ipanema
Rua Jangadeiros, em Ipanema.
Dia 31/01, às 17h30.

Escravos da Mauá
Largo da Prainha, na Saúde.
Dia 08/02, às 13h.

Simpatia é quase amor
Praça General Osório, em Ipanema.
Dia 07/02, às 16h.

SÃO PAULO:

Bloco Unidos do Acarajé
Rua Martim Francisco, 529, em frente à Rota do Acarajé, em Santa Cecília.
Dia 07/02, às 14h.

Me fode que sou produção
Praça Franklin Roosevelt, no Centro.
Dia 07/02, às 15h.

Confraria do pasmado
Rua Padre de Carvalho, em Pinheiros.
Dia 8/2, às 13h.

Azul é a Cor Mais Quente
Rua Horácio Lane, Vila Madalena.
Dia 01/02, às 13h.

Kolombolo Diá Piratininga
Praça Aprendiz das Letras, Rua Belmiro Braga, na Vila Madalena.
Dias 31/01 e 07/02, às 16h.

Acadêmicos do Baixa Augusta
Rua Augusta, 765, Consolação.
Dias 30/01 e 08/02, às 14h.

Bando do Bloquinho
Praça Horácio Sabino, Vila Madalena.
Dia 31/01, às 10h.

Mostra sobre refugiados da Palestina no CCSP

Desde o último final de semana, a exposição fotográfica, inédita no Brasil, “Uma Longa Jornada” está em cartaz no Centro Cultural São Paulo (CCSP). A mostra, que é composta por 40 fotos e cinco curtas-metragens impressionantes, conta a história da prolongada crise de refugiados da Palestina nas mais diferentes localidades do mundo.

Por meio de fotografias históricas e filmagens do arquivo da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, em inglês), o espectador pode testemunhar um dos mais longos casos de migração forçada da história moderna, as violações de direitos humanos perpetradas e os desafios enfrentados pelos refugiados.

A exposição — já montada em diversas cidades, como Roma, Jerusalém, Rabat e Nova York —, revela ainda a importância do trabalho da Agência da ONU especializada na Assistência aos Refugiados da Palestina nos cinco locais onde atua — Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria.

A mostra, no Brasil, foi desenvolvida pelo escritório de arquitetura e design Atelier Marko Brajovic, que é também apoiador do evento.

Curtas Premiados em 2014 em cartaz no Itaú Cultural

Durante quatro quartas-feiras, entre fevereiro e março, os cinéfilos poderão se deliciar com a Mostra dos Curtas Premiados no Itaú Cultural, em São Paulo. Composta por curtas-metragens nacionais que foram premiados nos festivais de 2014, a primeira sessão acontece no dia 4 de fevereiro, às 20h, na Sala Vermelha, com a exibição de cinco filmes.

Para dar início à programação, a animação “Edifício Tatuapé Mahal”, de Carolina Markowicz e Fernanda Salloum, conta a história de um boneco de maquete argentino, Javier Juarez Garcia, que veio trabalhar nos stands de venda de apartamentos de São Paulo, aproveitando o boom imobiliário da cidade. O filme é seguido pela exibição de “Se essa Lua Fosse Minha”, de Larissa Lewandoski, “Barqueiro”, de José Menezes e Lucas Justiniano, “E”, de Alexandre Wahrhaftig, Helena Ungaretti e Miguel Antunes Ramos e “La Llamada”, de Gustavo Vinagre. O primeiro dia de exibição, com vários filmes, terá cerca de uma hora.

NOTAS

OSGEMEOS no Museu Casa do Pontal, no Rio

Amanhã será inaugurada a instalação “O bunker” de OSGEMEOS para o Museu do Pontal, no Rio. A programação começa às 15h, com um bate-papo com os artistas. Em seguida, às 17h, o cantor Siba faz show. O museu fica na Estrada do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes.

Shoji em concerto no Teatro Municipal de SP

Depois de passar por Estados Unidos, México e Japão, a violinista japonesa Sayaka Shoji se apresenta com a Orquestra Sinfônica Municipal amanhã, às 20h, e domingo, às 17h, no Teatro Municipal de São Paulo. A regência fica por conta do espanhol Pedro Halffter.

‘Asas e raízes’ reúne 15 obras na Caixa Cultural

Até 15 de março, a exposição “Asas a raízes - Diálogo de artista” apresenta trabalhos de dez artistas brasileiros. Entre eles, José Patrício, Monica Mansur, Rosana Ricalde e Xico Chaves. Com curadoria de Sonia del Castillo, a mostra reúne 15 obras, na Caixa Cultural do Rio.


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