Vinhos Dubourdieu levam marca de patriarca

Família está no Brasil para divulgar produção de suas cinco vinícolas

Por O Dia

O Château Reynon Rouge é elaborado com 80% Merlot%2C 10% Cabernet Sauvignon e 10% Petit VerdotDivulgação

Desde 1794, a família Dubourdieu faz vinho em Bordeaux. E o nome é tão tradicional que além dos vinhos levarem no rótulo a designação de origem e os châteaux onde eles foram elaborados, têm também impresso a marca Denis Dubourdieu Domaines. Do Château Cantegril vem o delicioso Sauternes. Com notas de abacaxi, pêssego e mineralidade típica do solo de Barsac, esse vinho se destaca não só pela qualidade das uvas, mas também pela sua produção esmerada. Não é à toa que o patriarca Denis Dubourdieu é enólogo, professor da Universidade de Bordeaux e consultor de um dos rótulos mais caros e famosos da região, o Château d'Yquen.

"O meu pai sabe que para ser consultor tem que antes de mais nada fazer um excelente vinho na vinícola dele", diz Jean-Jacques Dubourdieu, que está no Brasil para divulgar os vinhos das cinco vinícolas da família, importados pela Casa Flora. Do Château Clos Floridene vêm o Le Rosé de Floridene, elaborado com 92 % de Merlot, 7 % de Cabernet Sauvignon e 1 % Malbec. Apesar de rosés serem geralmente vinhos jovens para serem logo bebidos, esse tem estrutura para aguentar na adega uns cinco anos. Outra delícia da mesma região é o Clos Floridene 2009, feito com 70 % Cabernet Sauvignon e 30 % Merlot. Ele tem notas de frutas vermelhas maduras e tostados devido à passagem por um ano em barricas de carvalho francês. E da região de Côte de Bordeaux, uma appellation que mais cresce na região, vem o Château Reynon Rouge, elaborado com 80 % Merlot, 10 % Cabernet Sauvignon e 10 % Petit Verdot. Ele é potente com notas de alcaçuz, cassis e tostados, com taninos equilibrados e macios.

OUTROS COPOS

Festa alemã

Preparem as canecas de chope porque a cervejaria Bohemia será palco da Bauernfest 2015, festa do colono alemão entre os dias 26 de junho a 5 de julho, em Petrópolis. As meses serão compartilhadas e o cardápio será inspirado em pratos típicos alemães, mas com um toque brasileiro, como o hambúrguer de pernil com chutney de abacaxi. O food truck da Bohemia também estaciona no local e traz as novas cervejas com sabores do Brasil witbier Bela Rosa, a IPA Japutiba e a belgian blonde-ale Caá-Yari.

Chope de inverno

A Vila St. Gallen lança seu chope de inverno, estilo Double Red Ale, para os visitantes da serra de Teresópolis durante a estação. Elaborado pelo cervejeiro Gabriel Di Martino, o chope tem 9,2% de teor alcoólico, notas de cassis, com cinco variedades de malte de cevada e três variedades de lúpulo.

Clima italiano

A osteria e wine bar Simon Boccanegra acaba de abrir em Copacabana. São mais de 230 rótulos na adega da casa, que tem capacidade para seis mil garrafas. Os vinhos italianos dominam a carta, cerca de 75%, mas também há espaço para variedades orgânicas e biodinâmicas. Argentinos, chilenos, brasileiros, alemães e até sugestões da Eslovênia completam a carta, que oferece opções que podem ir de R$60 até um Porto Tawny de R$ 16 mil.

Para inglês ver

A prestigiada crítica britânica de vinhos Jancis Robinson escolheu o Garzón Tannat, da vinícola uruguaia Garzón, como seu vinho da semana. Importado pela World Wine, ele representa bem a principal uva daquele país. De cor rubi com reflexos violáceo, esse vinho apresenta aromas de frutas negras e vermelhas maduras, toques defumados e de especiarias.

Safrado de família

A maison Rothschild acaba de lançar na Vinexpo, a feira de vinhos de Bordeaux, o seu primeiro champanhe safrado. O Blancs de Blancs Barons de Rothschild 2006 é fruto das melhores Chardonnays da região de Champagne. A produção é de 7.500 garrafas e apenas 4 mil serão comercializadas. Para o Brasil virão apenas 400, importados por Philippe de Nicolay Rothschild e a sua importadora, a PNR.

Sangria de graça

O wine bar Bardega, no Itaim (SP), oferece de graça às quartas-feiras, das 18h30 às 21h30, uma jarra de sangria ou clericot para mesas com quatro mulheres. Ela pode ser tradicional com Malbec, laranja-bahia, limão siciliano, maçã verde, licor de tangerina e destilado de casca de laranja, ou sangria Bardega, uma seleção especial de frutas da estação, com figo, kiwi e uva. Já os clericots têm duas versões: com vinho branco ou espumante nacional Cave Geisse.

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