Por monica.lima

Ele sacrifica formas e conceitos tradicionais em nome da mobilidade contemporânea. Entrega espaços à cidade e divide melhor os restos de asfalto inaugurado nas eras jurássicas em que os oito cilindros de capô longo desfilavam pela avenidas Paulista ou Viera Souto. Tudo mudou. E o novo BMW paga os custos de uma cara carroceria em fibra de carbono sobre chassi de alumínio, que é a melhor opção para a autonomia elétrica, e parte para um motor de pequenas dimensões, montado na traseira. Lembra de algum outro alemão? A transmissão é direta, no trem traseiro. Esse motor tem 125 kW, que equivale a 172,2 cv, o que faz dele um carro bem rápido. Com o peso total de 1190 quilos, tem ótima relação peso-potência e chega aos 100 km/h em parcos 7,2 s. Mas é melhor controlar o pé para economizar energia.

O i3 da BMW chega nas revendas em três versões%3A Mega World%2C Giga World e Tera WorldDivulgação


Os custos do i3 não são contidos pelas ausências: não há caixa de marchas, sistema de escapamento, tanque de combustível, linhas de abastecimento. Mas são exacerbados pelos impostos. No Brasil ele é importado na categoria de ‘outros’ e paga a maior alíquota prevista.

Tudo nele é muito simples e visível. Pneus especiais finos, leves, supercalibrados e de baixa resistência ao rolamento estão lá. Na suspensão, elementos de alumínio. As colunas ‘B’ centrais sumiram, foram substituídas pela estrutura de ‘carbon fiber’, onde as portas de trás são fechadas sob as portas dianteiras. Do tipo suicida, lembram os antigos DKW— você conheceu este alemão? Tudo em nome da praticidade. Painéis, revestimentos, comandos e instrumentos. O foco é na leveza e interatividade. No centro do painel, a imensa tela conjuga funções e entrega mapas. O i3 pouco lembra o luxo e o acabamento esmerado dos seus irmãos maiores. Mas luxo para que, se a sua proposta passa pela emissão zero e a adequação ambiental? O alcance do carrinho, aliás, sobra no ciclo urbano. Ele pode rodar 160 quilômetros, depois de ser carregado durante seis horas em uma tomada de 220V. Em um país do tamanho do Brasil, entretanto, é oferecido um moto gerador de 650 cc, chamado REx, herdado de um scooter BMW, que carrega as baterias de íons de lítio. Com esse serviço e um pequeno tanque de gasolina de nove litros, a autonomia sobe para 340 quilômetros. O modelito divide espaço com o luxo nas revendas BMW em três versões: Mega World, Giga World e Tera World , mas, para não jogar fumaça no meio ambiente custa caro: entre R$ 191 mil e R$ 200 mil, completo.

Jaguar nasce na Internet

O Jaguar XE S foi apresentado com motor 3.0 V6 de 340 cv, o que garante aceleração rápida para perseguir os rivais da BMW e Mercedes-Benz. Com boa parte em alumínio, não esqueceu, como os alemães, da tração traseira. Do mesmo grupo, está quase certa a produção do SUV Discovery Sport em Itatiaia, em 2016. Este será o segundo Land Rover feito no país.

Argolas em alta

Com o mercado ‘de lado’, a Audi, entre outras marcas de luxo, comemora muitas vendas. No mundo, a marca subiu 5,6%, com destaque para as vendas do SUV leve Q3  na Europa e China. No Brasil, a alta foi de 58,6%, comparados a agosto de 2014. Muito do desempenho se deve ao Audi A3 sedã.

O megaconceito Peugeot Exalt

A proposta do conceito do leão, a ser revelado no Salão de Paris, é a utilização de materiais recicláveis inusitados, como têxteis na traseira. O estudo prevê a substituição destes materiais pelas ofertas de cada continente. Sob o porta-malas, vem um patinete elétrico.

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