Montadoras apostam em iniciativas sociais para fazer a diferença

Fabricantes, como a Renault, Toyota, Volkswagen, Fiat e Nissan, estão sujeitas às marés do mercado e às taxas de juros, mas não perdem o foco social

Por O Dia

A Fundação Toyota comemora a retirada da Ararinha Azul da lista dos animais ameaçados de extinçãoDivulgação

Elas não fazem só fumaça. As marcas de automóveis entregam, além da mobilidade, uma forte presença em iniciativas sociais importantes. Com o denso lastro da geração de um quarto do PIB industrial, as fabricantes estão sujeitas às marés do mercado e às taxas de juros, mas não perdem o foco social. “A fome é diária”, dizia Betinho durante a campanha contra fome e a Fundação Renault ativa missão parecida à que foi idealizada pelo sociólogo. A marca do losango criou há quatro anos o Instituto Renault, que foca também na educação, segurança no trânsito e sustentabilidade. Nessa onda, já investiu mais de R$ 20 milhões, que beneficiaram cerca de 300 mil pessoas. Em destaque a Associação Borda Viva, do bairro Borda do Campo, nas cercanias da fábrica de São José dos Pinhais, que alimenta diariamente 45 mil crianças em idade escolar. No campo da educação para o trânsito, o projeto “O Trânsito e Eu”, atinge todas as escolas municipais. Na Casa da Costura são reciclados materiais descartados, como restos de forrações, cintos de segurança e tecidos.

A história é mais longa para a Fundação Volkswagen. Com 35 anos, é uma das mais atuantes. Tem projetos educacionais e sociais espalhados pelo Brasil, entre eles, um de educação para o trânsito, direcionado a jovens entre 16 e 17 anos, às portas do mundo do automóvel. O advogado Eduardo Barros, responsável pelo Instituto, diz que a sustentabilidade é um dado cultural, que tem que ser enraizado ao longo do tempo. A Fundação analisa deficiências e propõe parcerias com estados e municípios. Hoje, são atendidos mais de 400 deles. Barros estimula a formação de professores de arte no Brasil, país onde apenas 4% dos mestres estão qualificados a trabalhar com a arte, um dos pilares da formação cultural. Outra iniciativa do bem é a bomba d’água, feita em aço inox, com duração de 30 anos. Mais de 1100 bombas como esta foram instaladas nas regiões do semiárido brasileiro para entregar à população o bem que viabiliza a vida.

Na Fiat, o Programa Árvore da Vida faz dez anos reconhecido por entidades nacionais e internacionais, como responsável por renda e combate à evasão escolar. A iniciativa atendeu, desde 2004, mais de 20 mil moradores da região do Jardim Teresópolis, com projetos voltados para geração de trabalho e renda, oficinas de canto e percussão, cursos diversos, formação de professores etc. Uma cooperativa de moda sustentável reaproveita descartes da fábrica e faz bolsas, com mercado no Brasil e na Europa. Pilotado por Marco Lage, o programa terá uma extensão nas cercanias da nova fábrica do grupo em Goiana, PE.

Com apenas um ano e meio, a Nissan começou a fabricar também sonhos no Brasil. Financia uma escola modelo em Resende, para crianças até seis anos de idade, e prepara um cinturão verde com milhares de árvores no entorno do complexo industrial. A área, degradada, recebe mudas de Mata Atlântica. A lagoa das proximidades foi adotada e é recuperada.

Nesse campo, a Fundação Toyota celebra a retirada da Ararinha Azul da lista dos animais ameaçados de extinção. Depois de 25 anos de trabalho com diversas entidades, está garantido o lindo voo dos pássaros que fazem do Pantanal um lugar único no mundo.

PONTO-A-PONTO

? Um raríssimo Jaguar XKE-E Type 1972, série III, foi restaurado em Curitiba e será entregue ao seu proprietário no Phoenix American Mex. Considerado o “mais belo carro já construído”, na opinião
do Comendadore Enzo Ferrari, o Jaguar E-Type é um ícone da história do automóvel. Este modelo, vermelho, tem motor de 12 cilindros, 5.34 litros, bloco de alumínio e gera 282 hp, ou 286 cv.

? A BMW S 100 RR 2015 chega para o mercado das superesportivas com fome de asfalto. Redesenhada, com nova aerodinâmica e motor de 199 cv, custa R$ 75,9 mil.

? Com o gancho do Twizy, aí ao lado: o mercado de elétricos da Espanha (onde é fabricado o pequeno Renault) cresceu 33% em 2014. Os híbridos subiram 18,2%.

? Os próximos lançamentos no Brasil são os do Nissan New March três cilindros, os Audi A4 sedã e Sportback e o novo Fiat Bravo, no início de fevereiro.

?  O minúsculo Twizy, que você já viu por esta página, ganhou uma versão delivery para entregas em áreas urbanas congestionadas. A imagem do modelo, com seis rodas, veio em um tweet da Renault, que tenta estimular a procura pelo veículo, até agora, abaixo
das expectativas de vendas.

? A quatro dias do prazo final, o advogado da GM, Kenneth Feinberg, reconhece 50 vítimas fatais e 75 feridos aptos a receber indenizações por falhas no tambor de partida de vários modelos da montadora nos EUA e Canadá.

BYD 1: o SUV

A BYD acredita nos sonhos e os carrega no próprio nome. A vocação nos híbridos plug-in volta a aparecer em um SUV, já em pré-venda na China, por US$ 49 mil. E os bons números não param por aí. Ele chega aos 100 km/h em menos de 5s, tem tração integral e consome dois litros de combustível para rodar 100 quilômetros.

BYD 2: a van

Sucesso na origem, a van e6, elétrica pura, chega neste primeiro semestre ao Brasil. Inédita, será balão de ensaio para uma possível produção nacional. O modelo leva cinco ocupantes, usa motor de 122 cv e baterias com autonomia de até 300 quilômetros. A recarga é feita em cinco horas. O preço ainda é salgado: R$ 230 mil.

Bavária rápida

O BMW M4 Coupé está disponível nas concessionárias do Brasil. Com motor de seis cilindros biturbo de 431 cv, o esportivo acelera até os 100 km/h em 4,1 segundos. Casado com a transmissão de sete marchas especial para motores de alto desempenho, usa teto em fibra de carbono e rodas aro 19.
No bolso: R$ 450 mil.

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