Por monica.lima

Quando o Audi SQ5 2014 chegou ao horizonte de Nova Iorque sem um motorista, estava sendo concluída mais uma importante etapa do longo caminho da condução autônoma. O experimento da sistemista Dephi usou o modelo alemão adaptado com sua tecnologia para completar uma viagem de 5 mil quilômetros ‘coast to coast’, desde San Francisco, e provar a viabilidade do carro sem condutor.

O esforço neste sentido envolve quase todas as montadoras de expressão mundial. É possível que, vencidas algumas barreiras técnicas e legais, em mais ou menos seis anos tenhamos alguns veículos destes oferecidos ao mercado.

O experimento com condução autônoma da sistemista Dephi usou o Audi SQ5 2014Divulgação

O autônomo de hoje é bem diferente dos protótipos que vimos circular outro dia, repletos de antenas, câmeras e radares. Diferentes também dos rabos-de-peixe ‘cleans’ dos sonhos dos anos 60, como na ilustração da “Popular Science” e nos desenhos dos Jetsons. A Volvo estudou uma instalação de ímãs no asfalto para criar rotas, mas estes assistentes ficariam caros demais. Outras marcas como a Audi, que já fez um S5 andar sozinho em um autódromo a 250 km/h, e a Nissan, que estendeu o seu elétrico Leaf para as práticas autônomas. A Daimler promoveu a viagem do S 500 Intelligent Drive entre as cidades de Mannheim e Pforzheim, em 2013, por cerca de 90 quilômetros. Em todos estes carros, o passo inicial foi a assistência à condução, presente em vários deles. Os Range Rover e Golf que freiam ante pedestres e outros carros, os Tiguan e Renegade, que estacionam sozinhos, e por aí vamos. A partir destas tecnologias e os dados cruzados com radares e câmeras de 360°, sensores de laser, ultrassons, GPS de alta performance e mapas 3D vamos acelerar para o futuro, reduzindo os custos tecnológicos e o número de acidentes de trânsito.

PONTO A PONTO

? Dados da Jato Dynamics: a China é líder mundial em janeiro e fevereiro, com crescimento de 13,8%. Os EUA também crescem 9,1% e estão em segundo. Depois vêm o Japão, em queda forte de 16,9%, a Índia e a Alemanha, ambas com altas próximas dos 4%. O Brasil agora é sexto colocado, com queda de 22,5%
no período.

? No feriado de Tiradentes os alfistas se encontram em Caxambu, MG. Diversas versões do carro dos apaixonados vão desfilar do Parque das Águas ao Aeroporto para acelerar as Alfa-Romeo na pista de 1,5 km .

? A Bang & Olufsen entrega um novo sistema de som de alta fidelidade aos novos BMW Série 6.

? O Grupo PSA saiu do vermelho e retornou à Bolsa de Valores de Paris, graças ao desempenho na China. Hoje, os chineses compram mais que os franceses e a marca pretende desenvolver um carro específico para os orientais.

? Uns choram e outros vendem lenços. A Renault chegou aos 7,8% de ‘share’ no Brasil em março e cresceu 1,5 ponto percentual em relação a março de 2013. Na ponta da estratégia, os modelos Sandero, Logan e Master.

? O chinês Chery Celer agora é brasileiro. Os primeiros sedãs e hatches da montadora instalada em Jacareí (SP) foram apresentados à imprensa ontem. Os compactos usam motores 1.5 flex. O da foto ainda é conceito, mas será lançado: é a versão aventureira Desert.

Cayenne em nova versão

Chegou a versão GTS do utilitário esportivo de luxo, opção que custa R$ 579 mil. No visual, nos detalhes em preto, faróis e lanternas com máscara negra e rodas de 21 polegadas. A suspensão é mais baixa e o interior forrado em couro alcântara. Sob o capô, um motor biturbo V6 3.6 litros de 446 cv e câmbio de oito velocidades.

Picapes ‘made in’ Argentina

Polo de produção de picapes, a Argentina recebe investimentos de US$ 600 milhões para a produção de médias da Renault, da Nissan e uma inédita Mercedes-Benz. Fruto de acordo, a maior novidade é a da estrela de três pontas, ainda especulada em esboço. A Nissan diz que a Frontier nacional continuará a ser produzida.

Curvas premiadas

O C4 Cactus ganhou o “2015 World Car Design of the Year”, entregue no Salão de Nova Iorque. O título reconhece o modelo que quebrou paradigmas e inovou o cenário automotivo mundial, e, segundo Alexandre Marval, diretor de estilo da Citroën, reconciliou a forma e a função.

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