Novo crossover da Mercedes será nacionalizado em 2016

Marca aposta que GLA 250 será o mais vendido da empresa no mundo

Por O Dia

No topo da cadeia alimentar dos SUVs compactos, o GLA 250, testado por Automania, chega importado para marcar o modelo que será feito no Brasil em 2016. Meio hatch grande, meio crossover, o carro que ostenta a estirpe ‘G’, dos jipões parrudos da estrela alemã, será o mais caro da categoria e irá ultrapassar até compatriotas como o BMW X1 e o Audi Q3, o primeiro nacionalizado e o segundo a caminho disso. Na linha do mais mais, a Mercedes aposta que o GLA será o mais vendido da marca no mundo, algo que não fica distante da realidade, dadas as qualidades e versatilidade .

Uma das qualidades está no design extremamente bem resolvido. O carro é encorpado, lindo e atrai olhares.

O GLA 250 da Mercedes em teste no BrasilDivulgação

Na estrada, o GLA 250 mostra que tem a força dos 211 cv do motor turbo bem casado com o câmbio de dupla embreagem e sete marchas e entrega boa dinâmica, que combina com seu preço de R$ 190 mil. A eletrônica bem resolvida peca na tela central, que destoa do conjunto do painel. Parece um iPad mas não é touch. O ‘mouse’ redondo no console, que não tem alavanca de câmbio, resolve esta demanda e aponta caminhos e sons. A alavanca de câmbio, aliás, migrou para a coluna de direção, como nos antigos Opala, e aponta as opções D, R e P, ao toque do botão lateral. Os puristas demoram a se acostumar, mas o ganho de espaço é evidente. O freio eletrônico, na base esquerda do painel, também é minimalista e pode ser desativado com toque ou após o engate do drive e aceleração.

Na pista, o GLA 250 mostra sua força e cresce a cada toque. Não regateia potência nem eficiência do câmbio, que não é tão rápido como o do Audi Q3, mas distribui bem a força e o torque do motor no eixo dianteiro.

Este, aliás, um senão. Sou do tempo em que Classe G significava a versão jipe da Mercedes. O GLA 250 Sport disponível no mercado brasileiro tem tração dianteira. Uma questão de custos, já que na Europa existe a tração integral 4Matic.

Nos acabamentos, entretanto, muita qualidade com materiais bi-colores e desenho bem resolvido. Os bons bancos abrigam os ocupantes com competência, mas atrás só dois vão bem. O porta malas de 336 litros é razoável e está dentro da proposta.

Os ajustes de suspensão — multilink na traseira — , os eixos com bitola larga e a excelente distribuição de massas fazem do carro um kart nas curvas da serra. Parece um 4Matic. Com o motor ‘cheio’ e a qualidade da direção direta, o modelo arredonda qualquer curva, de alta ou de baixa velocidades.

No alto da serra, uma volta pela vicinal, entretanto, mostra a realidade para este crossover. Equipado com pneus run-flat, que podem rodar vazios até 80 quilômetros, o modelo, naturalmente não tem estepe e condiciona a tocada ao chão irregular e ao perfil extremamente duro de seus aros 19. Qualquer pedra no caminho poderá levar o carro de volta à concessionária, para trocar o pneu! Isso, diante da imponderabilidade dos pisos brasileiros e da proposta original do GLA de ser um jipe. Mas não o é. Com cuidado, pude andar lentos 21 quilômetros até respirar aliviado ao encontrar o asfalto e entregar àquele crossover urbano a sua aptidão de projeto...E por ironia do destino, encontrar um retilíneo ‘G’ original no caminho. Um pouco menos ágil, é verdade, mas enlameado.

Série 3 em três

A BMW comemora os 40 anos da série 3 com mudanças sutis na aparência e acabamentos, mas, com uma revolução sob o capô. O sedã terá agora um motor de três cilindros 1.5 litro bi-turbo que, além da leveza, entrega 136 cv e muita economia. Este propulsor de pequeno porte irá equipar também algumas versões do Mini Cooper.

Tuning pós-apocalipse

Ao largo do roteiro previsível desta quarta edição de Mad Max, que estará nos cinemas amanhã, a atração central, que faz sombra aos atores, é a coleção de carros preparados após o fim do mundo, como este Fusca V8 bi-turbo com motor frontal. O Cadillac do vilão também é o máximo.

O peso dos autônomos

Emplacado pelo governador de Nevada, EUA, o Mercedes-Benz Freigthliner autônomo pede apenas o toque de um botão para rodar pelas estradas. O motorista viaja com um iPad e controla as funções do bruto, que tem que ser dirigido pelo humano em áreas urbanas.

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