Patrocinadores podem ter prejuízo com a Copa do Mundo

Clima de incerteza que cerca o evento leva empresas a rever estratégias e até mesmo cancelar ações durante o período dos jogos

Por O Dia

Totem da Coca-Cola incendiado durante ato contra a Copa na Avenida Paulista%2C em São PauloDivulgação/BadArts

Segundo projeções da Fifa, a Copa do Mundo de 2014 será a mais lucrativa da história. A entidade calcula faturar mais de US$ 4 bilhões com o torneio, uma receita 20% superior à verificada no Mundial da África do Sul, em 2010. Se para Blatter, Valcke e Cia essa será a “Copa das Copas”, o mesmo talvez não se aplique aos patrocinadores do evento. O temor com as manifestações e o clima de incerteza que cercam o Mundial acendeu o sinal de alerta nos departamentos de marketing dos maiores parceiros do evento. Muitos estão revendo estratégias e até mesmo cancelando ações durante o período dos jogos.

Para Marcelo Pontes, professor da área de Marketing da graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), as empresas foram surpreendidas com o #nãovaitercopa. “Quando assinaram os contratos de patrocínio o ambiente no Brasil era outro. Hoje, há um grande receio dessas empresas de associar sua marca à Copa”, diz o especialista. Segundo ele, o risco de dano à imagem das corporações é grande, mas isso só poderá ser calculado após o apito final. Até o momento a Coca-Cola foi a patrocinadora mais prejudicada pelos protestos anti-Copa. Em junho de 2013, a empresa teve um totem incendiado durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Semana passada um grupo de estudantes invadiu o local em que a taça da Copa era exibida em Belém, no Pará. A iniciativa é bancada pela fabricante de bebidas. Que vai ter Copa, vai. Agora, resta saber se haverá prejuízo para marcas que investiram até US$ 700 milhões em uma cota de patrocínio do maior show futebolístico do planeta.

Seleção e Os Gêmeos nas asas da Gol

Quem voar hoje de Belo Horizonte para São Paulo pela Gol poderá ter duas surpresas. A primeira é viajar numa obra de Os Gêmeos, famosa dupla de irmãos grafiteiros de São Paulo. A segunda é voar no mesmo avião que será utilizado pela Seleção na Copa. A aérea, patrocinadora da CBF, convidou os artistas para “grafitar” a fuselagem do avião. A ideia é que os passageiros se identifiquem com as pinturas.

Champions é a maior cartada da Heineken

A Champions League não dá alegria apenas para os torcedores do Real Madrid, que conquistou de forma dramática seu 10º título no último sábado. Principal patrocinadora do torneio, a Heineken aposta na competição para avançar nas vendas no segmento de cervejas Premium no país. Em 2015, as ações relacionadas à Liga dos Campeões terão a maior parte do budget do marketing da cervejaria no primeiro semestre.

Número da semana

R$ 166,1 mi: Foi o valor da transferência de David Luiz do Chelsea para o Paris Saint Germain. Com isso, o zagueiro titular da Seleção Brasileira na Copa se tornou o defensor mais caro da história do futebol mundial, superando seu companheiro de zaga na seleção e agora no clube francês Thiago Silva, que havia custado R$ 126 milhões.

INVESTCRAQUE

Vampeta, campeão mundial com a Seleção e o Corinthians

O fôlego, o bom passe e a capacidade de marcação foram características do jogador Vampeta, ídolo da torcida do Corinthians no final dos anos 90 e início dos 2000. Com a camisa corintiana, conquistou dois títulos brasileiros, um paulista e o Mundial de clubes de 2000. Mas foi fora dos campos que este baiano de Nazaré das Farinhas protagonizou seu maior lance. Quem não se lembra de vê-lo dando cambalhotas na rampa do Palácio do Planalto na recepção oficial do presidente Fernando Henrique Cardoso aos pentacampeões mundiais na Copa do Japão e da Coreia em 2002? Vampeta estava entre eles. Fora dos campos, o hoje cartola é presidente do Grêmio Osasco Audax, projeto que tem times na 1ª e 2ª divisões de São Paulo. A maior parte do dinheiro que ganhou com o futebol está investido em flats, apart-hotéis e apartamentos para locação em São Paulo e na Bahia. Um pequeno percentual foi direcionado para um fundo de investimento no exterior.

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