Seleção de futebol dos Estados Unidos conquista norte-americanos

País lidera o ranking de estrangeiros que mais compraram ingressos para as 64 partidas da Copa do Mundo

Por O Dia

O empate com Portugal teve audiência maior que a registrada na final da tradicional NBAFabrice Coffrini/AFP

A primeira tentativa foi com Pelé, contratado a peso de ouro pelo Cosmos de Nova York na metade dos anos 70. Não rolou. A segunda foi em 1994, quando o país recebeu a primeira Copa do Mundo de sua história. Também não vingou. Mas parece que agora o Soccer, ou futebol para nós, dá sinais consistentes de que vai pegar de vez nos Estados Unidos. Independentemente do resultado do jogo de hoje contra a Bélgica, em Salvador, o Mundial e, especialmente, o U.S Soccer Team, parecem ter dobrado até o americano mais resistente.

O interesse dos torcedores do Tio Sam pelo Mundial começou antes mesmo de a bola rolar. Os Estados Unidos lideram o ranking dos países estrangeiros que mais compraram ingressos para as 64 partidas do torneio. No total, foram mais de 198 mil entradas adquiridas, mais do que o dobro dos argentinos, os vice-campeões, com 61,4 mil ingressos. Outro indicativo do repentino interesse pelo o que se passa nos gramados brasileiros são os índices de audiência das duas emissoras que transmitem a Copa para o país. O empate com Portugal teve pico de 9,6 pontos, segundo dados Nielsen. Isso significa que havia 22,9 milhões de telespectadores de olho na performance de Bradley, Howard, Johnson e Dempsey. O número foi maior do que o registrado na final da tradicional NBA.

Até Barack Obama parece ter sido contagiado pela febre de bola. Fã declarado de basquete, o presidente acompanhou a derrota para a Alemanha de sua sala de reuniões no Air Force One, o avião presidencial. O presidente tuítou parabenizando os jogadores pela classificação às oitavas-de-final da Copa.

Frisson pela memorabilia da Copa

A cena já se tornou corriqueira nos estádios da Copa e nas Fifa Fan Fests. Ao final de cada jogo ou evento, é comum ver torcedores revirando latões de lixo. Estão atrás dos copos de cerveja e refrigerante alusivos aos jogos. A ideia é guardar mais uma recordação do Mundial no Brasil. A Ambev produziu cinco milhões de embalagens com a marca Brahma para distribuição durante o Mundial . A Coca-Cola, três milhões.

Coxinha “Padrão Fifa”encanta gringos

O termo “coxinha” entrou de vez no vocabulário dos dezenas de jornalistas estrangeiros que cobrem a Copa na Arena Corinthians. Nem o preço “Padrão Fifa”, R$ 6, diminuiu o entusiasmo dos profissionais de mídia do exterior pelo tradicional quitute brasileiro. Em dias de jogos são vendidos cerca de 800 salgadinhos na lanchonete do Centro de Mídia da Arena. O vice-campeão é o crocante folhado de palmito.

Número da semana

2,4 milhões: Esse foi o número de torcedores presentes nos 48 jogos da primeira fase da Copa do Mundo. A média de público nas 12 Arenas foi de 51. 132 torcedores — a terceira maior da história — ficando atrás apenas das Copas de 94, disputada nos Estados Unidos, e de 2006, na Alemanha

INVESTCRAQUE

César Sampaio, ex-jogador da Seleção Brasileira, Santos e Palmeiras

Os gols de César Sampaio na Copa de 1998 ainda estão frescos na memória da torcida brasileira. O volante titular do time vice-campeão mundial na França marcou três; um na estreia contra a Escócia e dois contra o Chile, pelas oitavas-de-final, em sua melhor atuação com a camisa canarinho. Sampaio também brilhou com as camisas do Santos, onde iniciou sua vitoriosa carreira, e Palmeiras, time em que conquistou seus principais títulos no Brasil, como a histórica e até hoje única Taça Libertadores da América, de 99. Hoje gerente de futebol do Joinville Esporte Clube, o ex-jogador investe 80% do patrimônio em agricultura. Planta milho, cana de açúcar e soja em sua fazenda em Palmital, no interior de São Paulo. Outros 10% em imóveis residenciais para locação em São Paulo e os 10% restantes em aplicações como CDB.

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