Por douglas.nunes

Na última sexta-feira, a Fifa anunciou uma medida que promete mudar drasticamente a estrutura do futebol atual. A entidade informou que irá proibir a participação de empresas e fundos de investimento nos direitos econômicos dos jogadores de futebol. Na prática será o fim do poder e influência de empresários no mercado da bola. Com isso, os clubes serão os únicos proprietários de seus atletas, acabando com os chamados jogadores pizza, com direitos fatiados entre vários donos. Para se ter uma ideia do que isso representa, segundo levantamento da consultoria KPMG hoje os chamados terceiros são donos de 80% do valor de mercado dos jogadores em atividade nas principais divisões do futebol brasileiro.

A mudança das regras do mercado da bola é uma vitória pessoal do presidente da UEFA, Michel Platini. O francês defendia que a influência de empresas e fundos desequilibrava tecnicamente os campeonatos, pois favorecia equipes que mantinham esse tipo de parceria. Outro ponto é a transparência, pois há dúvidas em relação
à origem dos recursos utilizados nas contratações. Mas o que parecia ser uma boa para os clubes despertou o pavor na maioria deles, principalmente no Brasil. Hoje boa parte dos times que disputam os principais campeonatos do país dependem do dinheiro de empresários para montarem seus elencos. A dependência é maior do que os problemas
e ingerências causadas pelos empresários nas transações. Por isso, clubes e agentes irão se unir para impedir que a regra seja aplicada nos moldes propostos pela Fifa.

Piquet e Parmalat voltam a acelerar

Quem é fã de Fórmula -1 e acompanhou a categoria nos anos 1980 não tem como se esquecer daquela Brabham azul e branca com o logo da Parmalat na lateral do carro. A marca italiana de laticínios patrocinou a equipe que deu os dois primeiros títulos mundiais a Nelson Piquet. Piloto e marca se reencontraram no final de semana, em Curitiba. Ao lado do filho Pedro, Piquet deu umas voltas num Porsche da GT 3 Cup Challenge Brasil.

Na guerra dos bancos vantagem para o BB

Bradesco e Banco do Brasil travam um duelo particular nas últimas semanas. E a vantagem é do banco estatal. O BB viu a seleção masculina de vôlei terminar o mundial da modalidade em colocação melhor do que a seleção masculina de basquete, patrocinada pelo Bradesco. O mesmo pode acontecer com as meninas se o time de basquete feminino for eliminado hoje no Mundial pelo Japão.

INVESTCRAQUE

‘Magic’ Paula, campeã do mundo de basquete

Se Paula estivesse em quadra hoje contra o Japão na partida decisiva para as pretensões da Seleção Brasileira Feminina de Basquete no Mundial da Turquia, as chances das meninas do Brasil continuarem vivas na competição seriam muito maiores. Mas, infelizmente, a maior armadora brasileira de todos os tempos pendurou os tênis há alguns anos. Seus passes precisos e arremessos certeiros foram decisivos para a conquista do Mundial da Austrália, em 1994, e da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, sempre na companhia das inseparáveis parceiras Hortência e Janete. Fora das quadras, Paula investe seu tempo no instituto que leva seu nome, no qual ensina esporte e cidadania para crianças e adolescentes. O dinheiro, em imóveis — 80% do patrimônio — , com os 20% restantes em aplicações bancárias e previdência privada.

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