Por monica.lima
Renzo Agresta é esperança de medalha na esgrimaDivulgação

Há meses a Operação Lava Jato domina os noticiários e se tornou o principal tema da agenda política do país. Mas por se tratar de uma gigante das dimensões da Petrobras, outros setores de atividade do Brasil correm o risco de ser impactados pelos desvios, que podem chegar a R$ 1,2 bilhão, segundo afirmou o ex-gerente Pedro Barusco. Um deles pode ser o esporte e, mais precisamente, a preparação olímpica de cinco modalidades para os Jogos de 2016. A petroleira é a principal, quando não única, patrocinadora das confederações brasileiras de remo, levantamento de peso, taekwondo, esgrima e boxe. Com exceção do último, são esportes de menor visibilidade e que ainda não atraíram o interesse de parceiros privados. Por isso dependem quase que exclusivamente de verbas federais, seja dos recursos da Lei Piva, que destina 2% da arrecadação das loterias para o esporte olímpico e paralímpico, seja de empresas estatais ou de capital misto, como a Petrobras.

A coluna procurou as cinco confederações para indagar se há algum atraso nos pagamentos dos contratos vigentes por conta das investigações da Lava Jato. Apenas as de levantamento de peso e esgrima se pronunciaram. Confirmaram que os atuais vínculos estão em dia, mas revelaram preocupação com a renovação dos acordos, que estão próximos do fim. Os contratos são de um ano. No caso da esgrima o valor foi de cerca de R$ 2 milhões. Procurada na sexta-feira à noite, a assessoria da empresa informou que não teria tempo para responder as questões antes do fechamento desta edição.

Parceiros de olho no caso Anderson Silva

Empresas que patrocinam ou apoiam Anderson Silva acompanham com atenção a suspeita de doping do lutador durante os treinos para a luta contra o americano Nick Diaz. Uma delas é Furnas. Em novembro do ano passado, a gigante do setor elétrico nomeou o Spider embaixador do “Furnas Educa”, programa sócio-educacional para alunos de escolas em cidades onde a empresa atua. Caso o doping seja ratificado, Furnas pode acionar a cláusula de dissolução e encerrar o acordo.

Passado e futuro do Comitê Paralímpico

Ontem o Comitê Paralímpico Brasileiro celebrou seus 20 anos de atuação. Para comemorar a ocasião a entidade lançou um selo (imagem). No embalo das celebrações a Ernst Young , patrocinadora da Paralimpíada Rio 2016, realiza hoje em São Paulo evento com a presença de estrelas como o nadador multicampeão Clodoaldo Silva e Laís Souza, que sofreu grave acidente nos treinos para os jogos de Inverno de Söchi 2014.

Número da semana

R$ 264,7 mi: Esse é o valor do maior presente dos 20 anos de fundação do Comitê Paralímpico Brasileiro: o Centro Nacional de Treinamento em São Paulo. Com investimento dos governos estadual e federal, a instalação será inaugurada ainda neste semestre e será usada pelos atletas na preparação para 2016.

INVESTCRAQUE

Edmilson, ex-zagueiro pentacampeão mundial em 2002

Além dos torcedores de São Paulo, Palmeiras e Barcelona, poucos talvez se lembrem de Edmilson. Mas seu nome está marcado na história do futebol brasileiro. O ex-zagueiro carregará para sempre a honra de ter sido campeão mundial vestindo o manto sagrado canarinho. Não é pouca coisa, ainda mais quando se lembra que craques como Zico, Sócrates e Zizinho não tiveram tal glória. Edmilson formou com Roque Jr. e Lúcio a zaga titular da seleção pentacampeã mundial na Coreia e Japão, em 2002. Naquela campanha, ficou lembrado por um golaço de bicicleta que marcou na goleada sobre a Costa Rica. Hoje colunista do blog da Avianca e a frente de uma fundação que atende 330 crianças em Taquaritinga, no interior de São Paulo, sua cidade natal, Edmilson tem 50% do patrimônio investido em imóveis comerciais em São Paulo e os outros 50% em fundos de investimento no Brasil e exterior.

Você pode gostar