Mico pernambucano

Arena Pernambuco, administrada por consórcio liderado pela Odebrechet, acumula prejuízos e causa preocupação ao governo do estado. Boa parte do mau desempenho se deve a péssima fase do Náutico, clube com o qual o consórcio mantém parceria

Por O Dia

Em oito jogos em 2015, o Náutico teve uma média de 3,2 mil pagantes por partida na arenaDivulgação

Semana passada a Fifa anunciou os resultados financeiros da Copa de 2014. A entidade faturou no Mundial a quantia de R$ 16 bilhões, com lucro recorde auferido de R$ 8,3 bilhões. Mas o torneio parece só ter sido a Copa das Copas para a Blatter e cia. Aqui no país que investiu quase R$ 30 bilhões para organizá-lo o cenário não é nada animador. A maioria das arenas construídas para o torneio acumula prejuízos em sua operação. Mas talvez a situação mais emblemática e preocupante seja a da Arena Pernambuco. Por ser um estado com tradição e com três times de grande torcida local, acreditava-se que a instalação erguida em São Lourenço da Mata, na Grande Recife, passaria incólume ao risco de tornar um elefante branco. Não é o que se vê.

Administrada por um consórcio liderado pela Odebrecht, a arena acumula prejuízos e causa preocupação no governo do estado, que pelo acordo precisa ressarcir o consórcio a cada vez que as receitas não atingirem o teto estabelecido por contrato. Boa parte desse mau desempenho se deve a péssima fase do Náutico, clube com o qual o consórcio mantém parceria. Em oito jogos em 2015, o time teve uma média de 3,2 mil pagantes por partida na arena. A dificuldade de acesso e de estacionamento, aliada a pouca identificação das torcidas, afastam de lá também Sport e Santa Cruz. O projeto de construção de edifícios residenciais, complexos comerciais e faculdades no entorno do estádio, chamado de Cidade da Copa, dificilmente sairá do papel por conta dos altos riscos investimentos da empreitada. E dá-lhe gol da Alemanha!

“Lampions League” tem queda de público

Em sua terceira edição, a Copa do Nordeste, a simpática Lampions League, apresentou uma sensível queda de público em sua 1ª fase, encerrada na semana passada. Os sessenta jogos registraram média de 4.255 torcedores por partida, contra 6.996 de 2013 e 5.941 do ano passado. Dezesseis confrontos tiveram público abaixo de mil presentes. A tendência é que com a 2ª fase o interesse aumente.

TIM, Sesi e Nissan trazem ‘Raio’ ao Rio

Depois do sucesso do ano passado, o “raio” Usain Bolt retorna ao Rio em abril para a disputa do desafio Mano a Mano. Organizado pela X3M Sports Business e Dream Factory, o evento terá o mesmo formato de disputa e os mesmos apoiadores da edição anterior: Live TIM, Sesi e Nissan. A montadora irá utilizar o evento como plataforma de ativação de seu patrocínio aos jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

Número da semana

R$ 7,7 bi: Esse é o valor que a UEFA irá arrecadar com a venda de direitos de transmissão da Liga dos Campeões e da Liga Europa entre 2015 e 2018. Os times que disputarão a Champions irão dividir R$ 4,2 bilhões. Os da Europa League, R$ 1,3 bilhão. O restante será destinado para o pagamento de despesas da entidade.

INVESTCRAQUE

Terezinha Guilhermina, atleta tricampeã paralímpica

Terezinha Guilhermina faz parte do restrito, porém crescente, time de estrelas paralímpicas brasileiras. Quando trocou a natação pela corrida, a mineira que nasceu com retinose pigmentar, doença congênita que provoca a perda gradual da visão, sequer tinha um par de tênis para treinar. Mas não houve barreira que tirasse de Terezinha o sonho de se tornar uma grande velocista. Seus primeiros grandes resultados apareceram no Mundial de Assen, em 2006, quando conquistou um ouro nos 200 metros rasos e prata nos 100m e 400m. Porém, as glórias maiores estavam reservadas para as Paralimpíadas de Pequim-2008 e Londres- 2012, quando por três vezes subiu ao lugar mais alto do pódio. Patrocinada por Caixa e Visa, Terezinha tem 70% do patrimônio investido em imóveis para locação em Minas e o restante dividido em poupança, títulos de capitalização e previdência privada.

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