O câncer que vitimou Luiz Melodia

Tumor na medula óssea atingiu mais de dez mil pessoas no ano passado, segundo dados do Inca

Por O Dia

Rio - O câncer na medula óssea, que vitimou o cantor Luiz Melodia na última sexta-feira, atingiu mais de dez mil pessoas no ano passado, segundo dados do Inca. Adriana Scheliga, onco-hematologista da Oncoclínica RJ, esclarece dúvidas e faz um panorama sobre a doença. Não existe uma causa específica para o mieloma múltiplo, câncer composto por células plasmáticas malignas, encontradas na medula óssea e importantes no sistema imunológico. Responsáveis pela produção de anticorpos, trabalham no combate de algumas doenças e infecções. Essas células estão localizadas dentro dos ossos. Quando se tornam malignas e crescem descontroladamente, podem produzir um tumor.

Cantor de 66 anos chegou a fazer transplante de medula e vinha sendo submetido à quimioterapiaReprodução Facebook

O risco, segundo a especialista, aumenta com a idade. Para se ter uma ideia, menos de 1% dos casos ocorre antes dos 35 anos. “A maioria das pessoas diagnosticadas com mieloma tem pelo menos 65 anos”, esclarece Adriana Sheliga.

O mieloma múltiplo é praticamente duas vezes mais comum nos afrodescendentes do que em não-afro-descendentes. No entanto, o motivo é desconhecido.

Atenção aos sintomas

Embora um número expressivo de pacientes possa ser portador de mieloma, é importante estar atento a alguns sintomas, como fraqueza ou cansaço ligado a anemia, infecções de vias aéreas e sangramentos. Dores nos ossos (principalmente nas costas, quadris e crânio) e aumento de fraturas também podem ocorrer. O portador do tumor também pode sentir sede com maior frequência, urinar mais, perder o apetite, sofrer prisão de ventre, fraqueza, sonolência, dor abdominal e alterações neurológicas.

Sem prevenção

Poucos casos estão ligados a fatores de risco que podem ser evitados. Portanto, não há nenhuma maneira conhecida de evitar a maioria dos mielomas múltiplos.

Tratamento

O mieloma é tratado de forma multidisciplinar, incluindo quimioterapia, radioterapia, cirurgia e transplante de células-tronco. É importante discutir as opções de tratamento, incluindo seus objetivos e possíveis efeitos colaterais.

Diagnóstico

Exames, como hemograma, plaquetas, eletroforese de proteínas no sangue e na urina, imunofixação de proteínas no sangue e na urina, dosagem de eletrólitos (incluindo o cálcio), hepatograma completo e avaliação de imunoglobulinas. Também devem ser feitos outros exames, como inventário ósseo, urina de 24 horas, pesquisa de cadeias leves livres kappa e lambda, avaliação endocrinológica, cardiológica e neurológica, mielograma e biopsia de medula óssea.

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