Saúde em pauta: diabetes

Doença, que atinge 16 milhões de brasileiros, tem como principal causa a obesidade

Por O Dia

Rio - Novembro além do Azul, em referência à saúde do homem e da prevenção ao câncer de próstata também é o mês do diabetes. A doença atinge 16 milhões de brasileiros. Só na última década, o aumento foi de mais de 60%. Apesar da ligação com o açúcar, a principal causa do diabetes é a obesidade. Se você sente muita sede, tem muita vontade de fazer xixi, visão embaçada e fraqueza acione o alerta: pode ser diabetes.

Campanha quer aumentar a conscientização dos sinais de alerta do diabetesDivulgação

Há dois tipos de diabetes. O tipo 1, autoimune, aparece geralmente na infância e adolescência. O tratamento é feito com reposição de insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, que ajudam a controlar o nível de glicose no sangue. Já o tipo 2 se faz presente quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz, ou não produz insulina suficiente para controlar a taxa de açúcar no sangue. O principal fator de risco é a obesidade. Dependendo da gravidade, pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar.

Hoje é o Dia Mundial do Diabetes. Para esse ano, o tema escolhido foi "Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável". No Brasil, a campanha é organizada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e pretende, entre outros objetivos, aumentar a conscientização dos sinais de alerta do diabetes e promover ações para incentivar o diagnóstico precoce.

Na cidade do Rio, estima-se que haja 497.392 pessoas com diabetes, sendo 228.193 diagnosticados, 61,1% do sexo feminino, com maior percentual na faixa etária de 40 a 59 anos. Importante iniciativa foi lançada semana passada pela Qualcomm Inc., em parceria com a MTM Tecnologia, a TIM e com apoio da Prefeitura do Rio. O Projeto SIM Saúde Inteligente Móvel monitora 400 pacientes do Complexo do Alemão cadastrados na Clínica da Família Zilda Arns que receberam um kit de tratamento com mochila, smartphone com aplicativo móvel instalado, uma balança, um pedômetro e um monitor de frequência cardíaca. O objetivo é estimular o automonitoramento e a adesão do paciente de comunidades carentes ao tratamento. Um belo exemplo de parceria entre a iniciativa privada e o poder público.

Quem assina o artigo é o Dr. Carlos Eduardo, cardiologista

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