Por Alex Campos
Publicado 04/02/2018 03:00 | Atualizado 04/02/2018 09:21

Qual a diferença entre comprar em loja de rua e comprar em loja de shopping? É outra pergunta muito frequente que me fazem aqui, no site, na rádio ou nas palestras.

Se o seu negócio é preço, prefira a loja de rua (desde que ela não pertença a uma grande rede ou cadeia nacional, já que, nesse caso, não faz diferença porque tudo lá em geral é padronizado). Se o seu negócio é comodidade, prefira o shopping (embora ele pertença àquela categoria predial e comercial onde os custos contratuais, operacionais e administrativos acabam sendo penosos dos dois lados do balcão).

Ao contrário da rua, no shopping é possível encontrar certa organização e razoável segurança. Tudo ali é feito para reproduzir a infraestrutura de um modo de vida ideal num microcosmo de cidade funcional, exemplar e quase perfeita.

Mas, certamente, ar-condicionado geladão, sanitários à vontade, sofás e poltronas espalhados pelos corredores, serviços de limpeza, equipes de manutenção e esquemas de vigilância dando permanente sensação de proteção... custam caro, muito caro. Sem falar nos milionários investimentos em campanha de publicidade, propaganda, marketing e projetos especiais. Por tudo isso alguém tem que pagar e esse alguém é você o cliente.

Enfim, cabe ao cliente decidir o que prefere na hora de fazer as compras e eventualmente desfrutar algum lazer: a praticidade do bolso na rua ou a percepção de conforto e segurança no shopping. De qualquer modo, o que importa é manter o controle do bolso ou da bolsa e, sobretudo, não esquecer: se comer, não faça dívida; se beber, não faça dívida; se dirigir, não faça dívida... se comer, beber ou dirigir qualquer coisa, faça qualquer coisa, mas não faça dívida (quase como eu também escrevi na semana passada: "atravesse a rua sem olhar para os lados... mas não faça dívida).

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Em algum lugar da Terra ou em algum ponto da galáxia, isso deve ser CRIME. No Brasil, porém, é só mais uma evidência de que o país do jeitinho malandro, da corrupção endêmica e da impunidade generalizada não acaba nunca. Como "nunca" é tempo demais para se esperar por qualquer coisa, fica a dica: se a regulação não regula e se a fiscalização não fiscaliza, cabe a você "vossa excelência", o cliente boicotar essa patifaria mercantilista. O freguês tem sempre razão quando exige preço e cobra qualidade, mas tem mais razão ainda quando se recusa a pagar para ser enrolado, embromado e embrulhado no papel de otário.
Bom domingo e boa sorte!
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