Vista com pessimismo por muitos torcedores, a temporada do Fluminense mal começou e já é pior do que o esperado. Lanterna do Grupo C do Carioca e praticamente eliminado da Taça GB, o Tricolor alcançou uma marca negativa em poucos jogos disputados: o início não era tão ruim há 67 anos.
Sem ainda saber o que é vencer em 2018, o Fluminense acumula três empates e duas derrotas nas cinco partidas disputadas, sendo dois amistosos. Esse desempenho tão ruim não acontecia desde 1951, quando o Tricolor de Castilho, Pinheiro e Didi ficou os oito primeiros jogos sem vencer, tomando três goleadas de Flamengo, Vasco e Bangu. Desde então, o Fluminense teve alguns inícios de ano ruins, como os de 2016, 1986 e 1983, quando sofreu com um jejum de quatro partidas. Mas nada comparado com o atual momento.
O problema não está apenas dentro de campo. A situação extracampo também é preocupante. Em grave crise financeira, o Fluminense sofre com salários atrasados, insatisfação do elenco com a diretoria, ainda perdeu inúmeros titulares e se reforçou com poucos nomes, restando dois para estrear (De Amores e Airton). A torcida já não tem paciência, protestando em todos os jogos no Rio até agora. O principal alvo é o presidente, Pedro Abad, mas os jogadores também ouviram vaias no empate com a Portuguesa.
"O torcedor é soberano. No momento em que a equipe mais precisou, ano passado, ela foi lá e nos ajudou muito. Não posso reclamar. Tem impaciência porque não estão vendo a equipe jogar bem. Quando jogar bem, a equipe vai ser aplaudida", disse Abel Braga, demonstrando o habitual otimismo.
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