Por SELECT ART

Projetos
Coletivos Culturais
O Observatório Itaú Cultural, programa que estimula o debate e a pesquisa sobre gestão e política cultural desde 2006, disponibiliza em seu site uma série de textos e entrevistas a respeito de coletivos culturais brasileiros. A iniciativa digital acontece há mais de quatro anos e traz diversidade de regiões e linguagens. Em fevereiro de 2019, o Observatório publicou um texto sobre o Mamana Foto Coletivo, formado pelas fotógrafas Bruna Custódio, Gabriela Biló, Jacqueline Lisboa, Janine Moraes e Mel Coelho. A matéria fala sobre como o coletivo surge de uma vontade de participar do contexto político que o Brasil vive desde 2013 e documentar a perspectiva feminina sobre o momento histórico. Depois, a série abordou o Espaço Cultural Filme de Rua, planejado e gerido pelo coletivo Filme de Rua. O grupo, que desde 2015 grava filmes com jovens em situação de vulnerabilidade, inaugurou em março um espaço, construído com apoio do Rumos Itaú Cultural, para exibições gratuitas de filmes independentes, encontros e laboratórios.

Verbetes
Grupo CoBrA
Apesar do curto período de existência, de 1948 a 1951, o Grupo CoBrA deixa rastros evidentes na história das artes visuais. (…) A origem do movimento remonta a Paris, quando artistas (…) se retiram de uma conferência internacional sobre arte de vanguarda e redigem um texto propondo um trabalho artístico partilhado, alimentado por suas distintas experiências nacionais. Assinam o manifesto Christian Dotremont, Asger Oluf Jorn, Joseph Noiret, Karel Appel, Constant e Corneille Guillaume Beverloo, na qualidade de representantes de grupos de arte experimental de seus países de origem. (…) São explícitas as ligações de vários artistas do CoBrA com o Partido Comunista (PC), assim como a ruptura empreendida posteriormente com o PC em virtude do realismo socialista (…). No Museu Cobra, criado em 1995, em Amstelsveen, Holanda, está depositada grande parte do acervo do grupo. (…) As obras de Rubens Gerchman e alguns trabalhos de Antonio Dias e Carlos Vergara, (…) são vistos como exemplos de leituras realizadas do movimento no Brasil.

Macaranã (2003), de Chelpa Ferro em exposição Hum, no Mam Rio (Foto: Cortesia Galeria Vermelho)


Chelpa Ferro
O coletivo Chelpa Ferro foi criado em 1995 pelo pintor Luiz Zerbini (1959), o escultor Barrão (1959) e o editor de cinema Sergio Mekler (1963). (…) O grupo destaca-se na produção de arte contemporânea brasileira ao utilizar elementos sonoros justapostos aos visuais em suas obras. A abordagem interdisciplinar é revelada pela aparente desorganização meticulosamente orquestrada, criando espaço de fronteira entre os objetos articulados, o público e o som (…). Na obra do Chelpa Ferro, a percepção convencional de música é desconstruída. Cria-se uma nova linguagem sonora que, ao ser equalizada em função escultórica, assinala correspondências ativadas pela disposição e curiosidade do espectador. (…) Com quatro álbuns lançados (…), a discografia do coletivo registra experimentações sonoras em shows ao vivo e, em 2008, é publicado um livro com um panorama das criações do grupo.