Alta tecnologia para poucos

Versão Highline topo do Virtus apresenta o melhor dos mundos num carro brasileiro, mas cobra caro por isso

Por Lucas Cardoso

Modelo tem proposta agressiva para o segmento. Rodas de 17 polegadas fazem parte de pacote de opcionais
Modelo tem proposta agressiva para o segmento. Rodas de 17 polegadas fazem parte de pacote de opcionais -

Rio - O Virtus chegou para ficar. Em seu quinto mês de vendas no mercado nacional, o novo sedã da Volkswagen encostou nos líderes de vendas do segmento, caso do Toyota Corolla. Segundo dados da Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave), o Virtus emplacou 4.271 unidades em maio, contra 4.854 do japonês. Para entender o motivo do crescimento, o DIA deu uma voltinha no sedã.

A versão Highline (R$ 79.990), topo de linha, foi testada durante uma semana. Ficou clara a proposta do modelo de oferecer tecnologia, segurança e conforto. A tecnologia e o conforto estão em itens como o motor 1.0 TSI, o painel 100% digital e a central multimídia. Já a segurança fica a cargo de itens como airbags, cinto de três pontos e encosto de cabeça para todos, além de controles de tração, estabilidade e assistente de partida em rampa. Assim como o irmão menor, o Polo, o sedã ganhou cinco estrelas na Latin NCap órgão responsável por avaliar a segurança de carros. 

No visual, em comparação com a versão Conforline, só são adicionados detalhes cromados nos para-choques dianteiros e traseiros. O aplique metálico realça o conjunto do Virtus e dá um ar mais elegante ao modelo. Outra diferença está nas rodas de 16 polegadas (rodas aro 17 da versão testada são opcionais).

Muita classe

Apesar de seu interior não contar com materiais nobres, como couro e outros revestimentos sensíveis ao toque, o modelo esbanja classe. As linhas do interior são sóbrias e, como era de se esperar, não há rebarba alguma ou parafuso à mostra.

De fato, seu diferencial não está no acabamento. O que chama a atenção no modelo é a tecnologia empregada em itens como central multimídia e painel de instrumentos. Esse último, 100% digital em TFT (opcional). O sistema faz parte do pacote High Tech, que também adiciona detector de fadiga, frenagem pós-colisão, retrovisor interno fotocromático, sensor de chuva e de luz.

O modelo esbanja potencial. Mesmo com seu tamanho expressivo (4,48 m de comprimento e 2,56 m de entre-eixos), o Virtus tem dirigibilidade de modelos pequenos. A tarefa de guiar e manobrar o sedã médio da Volkswagen é facilitada pela direção elétrica assistida bem calibrada para todas as situações.

Além disso, colocar o modelo na vaga é mais fácil com os sensores de estacionamento tanto na traseira quanto na dianteira. Para ver tudo a sua volta, há um botão parking ao lado do câmbio. Quando acionado, ele exibe na central multimídia uma imagem do carro que mostra a proximidade com qualquer objeto. Sem contar com a câmera de ré.

Ao volante

Durante os quase 300 km rodados, o desempenho do 200 TSI de três cilindros dotado de turbocompressor surpreendeu. Seus 128 cv de potência e 20,4 kg de torque em baixa rotação deixam o carro esperto em qualquer situação. Ultrapassagens e retomadas parecem coisa fácil para o sedã. O câmbio automático de seis marchas colabora para o bom rendimento. A transmissão tem mudanças suaves e praticamente imperceptíveis.

Para deixar a experiência mais apimentada (isso se você ainda achar necessário), a versão Highline também tem aletas para as mudanças das posições. Durante o teste, o modelo fez de zero a 100 km/h em 9,7 segundos. Ou seja, fôlego de sobra.

Isolamento acústico

Uma salva de palmas para o isolamento acústico realizado pela engenharia da alemã. Mesmo em situações de pisadas vigorosas e giros lá em cima, o carro permanece silencioso. Além disso, a suspensão é tão bem calibrada que os desníveis no asfalto da cidade não tornam o passeio desconfortável.

DESTAQUES

Ponto positivo

A tecnologia presente no painel de instrumentos em TFT (Active Info Display) é o maior destaque do modelo. O sistema, totalmente configurável, traz informações como consumo, pressão dos pneus, percurso percorrido, bússola e navegador. Tudo isso associado à central multimídia de oito polegadas.

Ponto negativo

O preço da versão mais completa é o maior vilão do Virtus. Com sua engenharia de altíssima qualidade e plataforma modular, além da segurança, seria injusto pontuar qualquer outro ponto. Itens muito interessantes deixam o valor salgado demais.

Galeria de Fotos

Modelo tem proposta agressiva para o segmento. Rodas de 17 polegadas fazem parte de pacote de opcionais Lucas Cardoso
Central multimídia trabalha em conjunto com o painel de instrumentos Lucas Cardoso
Painel de instrumentos pode ser totalmente configurável ao gosto do motorista Lucas Cardoso
Câmbio automático de seis marchas colabora para o desempenho do motor 1.0 turbo do modelo. Sistema permite a troca de marchas ao levar a manopla para o lado direito Lucas Cardoso
Volante multifuncional está presente desde a versão de entrada Lucas Cardoso
Painel de instrumentos 100% digital é destaque de pacote de opcionais Tech High (R$ 3.300). Totalmente configurável, sistema pode mostrar navegador GPS enquanto simula velocímetro e conta-giros. Ele trabalha em conjunto com central multimídia de oito polegadas sensível ao toque Lucas Cardoso
Porta-malas é um dos maiores da categoria com 521 litros Lucas Cardoso
Lanternas em LEDs foram escurecidas para tornar visual mais agressivo. Inscrição 200 TSI na tampa do porta-malas está associada ao torque de 20 kg do modelo Lucas Cardoso
Versão topo de linha (Highline) conta com frisos cromados aplicados nos para-choques dianteiros e traseiros Lucas Cardoso
Dianteira tem capô cheio de vincos alongado. Faróis afilados tem assinaturas em LEDs Lucas Cardoso
Versão topo de linha (Highline) conta com frisos cromados aplicados nos para-choques dianteiros e traseiros fotos Lucas Cardoso

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