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Usados têm melhor custo-benefício

Pesquisa e especialistas concordam que consumidores preferem seminovos completos a zero básico

Por O Dia

Depreciação do carro ao tirar da concessionária é de 10%, em média
Depreciação do carro ao tirar da concessionária é de 10%, em média -

A maioria dos motoristas brasileiros prefere um carro seminovo ou usado bem equipado a um zero quilômetro básico, indica estudo. Chamada de "Carros em Conexão", a pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest ouviu motoristas de todo o país em 2018 e identificou que 63% preferem modelos com essas características, quando comparados a veículos novos.

"Muitas vezes o consumidor chega aqui para adquirir um carro zero, mas opta por um seminovo ou usado com motorização melhor, mais completos e com um valor inferior", explica a gerente de marketing da Distac, Ana Maria. 

Fabiano Farias, gerente comercial da concessionária Volkswagen Auto Iguaçu, em Nova Iguaçu, acredita que além dos itens a principal vantagem dos modelos mais maduros, em relação aos que zero quilômetro, é o fato desse tipo de veículo sofrer menos com a perda de valor de mercado.

"A depreciação do bem é a principal desvantagem para o consumidor que precisa estar muito certo do negócio que quer fazer. Todo carro novo perde, em média, 20% do seu valor em apenas um ano de uso. Mas, para quem compra esses veículos depois desse primeiro ano, o número joga a favor e esse valor se torna uma desconto na compra de um veículo que muitas vezes está praticamente zero", explica o profissional.

Dados da pesquisa

O levantamento da QualiBest traz dados de moradores de capitais, representando 48% da amostra, 24% residentes em regiões metropolitana e 28% de localidades consideradas interior dos Estados. A pesquisa reuniu usuários das classes A, B, e C1, que já possuem um veículo e que pretendem trocar de carro nos próximos dois anos. Entre os 24 itens de conforto e segurança apresentados durante o estudo, ar-condicionado e alarme foram considerados os mais importantes.

Para a maioria dos motoristas que pretendem gastar de R$ 50 a R$ 70 mil no próximo carro, por exemplo, o sistema de controle de estabilidade do carro mostra-se fundamental (59%). Para 49% também é fundamental o sensor de estacionamento e, para 35%, a câmera de ré.

Já no caso dos motoristas que podem gastar mais de R$ 70 mil , por outro lado, itens como câmbio automático e direção elétrica são fundamentais para a maioria (62%). Desse número, metade comprou o carro usado, e a maioria não tem restrição em trocar novamente por outro usado. 

Além disso, outro fator decisivo para os clientes do estudo é a segurança do carro seminovo ou usado. Segundo o levantamento, 81% disseram que só comprariam um carro usado em lugares que dão garantia. "Com a garantia do fabricante maior para os veículos zero, com uma média de três anos, o cliente que compra um seminovo com até essa idade ainda é coberto. Na hora da negociação, isso é sempre um diferencial importante", explica Ana Maria, gerente de Marketing da Distac.

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