A hora da decisão

A Alemanha, apontada como uma das favoritas desde a vitória sobre Portugal, enfrenta a Argentina, de Lionel Messi no Maracanã pela vitória da Copa das Copas

Por marta.valim

A Copa do Mundo chega a seu Final. O Maracanã, palco nobre, recebe domingo, às 16h, Argentina e Alemanha, um grande clássico do futebol mundial. Quem ganhar, acrescentará mais um título a sua coleção. Os alemães já levantaram a taça três vezes — 1954, 1974 e 1990 — e os argentinos foram campeões em 1978 e 1986.
A Alemanha vem com a empolgação e a moral alta após a goleada histórica de 7x1 no Brasil. É a equipe mais entrosada do Mundial e, desde a vitória de 4x0 sobre Portugal, na estreia, é apontada como uma das favoritas ao título. Com boa marcação, excelente saída de bola e atacantes artilheiros, a Alemanha já marcou 17 vezes e levou apenas três gols: dois de Gana, um do Brasil.
Do outro lado, a Argentina também levou somente três gols: um da Bósnia, dois da Nigéria. Mas não enfrentou adversários muito expressivos, com a única exceção da Holanda, na Semifinal. Seu ataque fez apenas oito gols em seis partidas. Mas tem um diferencial: Lionel Messi, que já marcou quatro vezes e, mesmo sem jogar muito, tem sido decisivo. Domingo, tudo é possível. Quem será o campeão das Copa das Copas?

A ALEMANHA

Miroslav Klose

A função do atacante é marcar e em Copas ninguém fez mais que Klose: 16 gols, nos mundiais de 2006, 2010 e 2014. Mesmo tendo ficado na reserva em quatro dos seis jogos da Alemanha nesta Copa, Klose já marcou dois, o suficiente para permitir que ele superasse o antigo recorde de Ronaldo Fenômeno, com 15.

Thomas Müller

O atacante já fez cinco gols nesta Copa, o mesmo que em 2010, quando foi artilheiro. Se fizer mais um e não for ultrapassado por ninguém, será o primeiro a alcançar a artilharia em duas Copas seguidas.

Toni Kroos

Com Özil rendendo abaixo do esperado e a ida de Götze para o banco, Kroos passou a liderar o meio de campo alemão nesta Copa.
O jogador marcou apenas dois gols na competição, ambos na goleada contra o Brasil, e se destaca principalmente pelas assistências. É o líder neste quesito no Mundial: deu quatro passes que resultaram em gols da Alemanha.

Joachim Löw

Löw, 54 anos, é um dos responsáveis pela montagem da seleção da Alemanha,
que é apontada como uma das melhores gerações do futebol alemão. O técnico está há quase dez anos à frente da seleção — assumiu logo após a Copa de 2006, depois de atuar como assistente de Jürgen Klinsmann por dois anos.

A ARGENTINA

Lionel Messi

Quatro vezes melhor do mundo, Messi dispensa comentários.
O camisa 10 argentino é o principal jogador da seleção alvi-celeste e criador das melhores jogadas de ataque do time. Mesmo apagado nos últimos dois jogos, já marcou quatro gols na competição e é a grande estrela desta Final.

Javier Mascherano

Discreto por raramente ser visto fazendo gols, Mascherano é peça fundamental na defesa argentina, até agora uma das menos vazadas do Mundial. Além disso, seu desarme em cima do Robben, aos 45 minutos do segundo tempo contra a Holanda, foi quase tão importante quanto as defesas de Romero nos penalties para a Argentina chegar à Final.

Sergio Romero

A posição de goleiro da Argentina sempre foi vista com desconfiança e apontada como a mais fraca da equipe alvi-celeste. E a convocação de Romero sofreu muitas críticas em Buenos Aires. Porém, suas ótimas defesas e os dois pênaltis que agarrou contra a Holanda, na Semifinal, lhe renderam o apelido de “herói” argentino desta Copa.

Alejandro Sabella

É criticado por ter montado um time muito dependente de Messi. Porém, Sabella, aos 59 anos, montou uma defesa eficiente e, durante a competição, gerenciou bem os desfalques de jogadores importantes, como Di Maria e Aguero. Seu time nem sempre foi brilhante, mas está na Final.

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Um terceiro lugar simbólico, mas que pode amenizar o vexame contra a Alemanha

A seleção brasileira entra em campo amanhã — no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, às 17h — sob forte tensão. A disputa pelo terceiro lugar da Copa, simbólica e que vem sendo questionada, é a menor das preocupaçãos do time comandado por Luiz Felipe Scolari. A torcida brasileira está dividida entre o medo de tomar nova goleada, e a possibilidade de se reabilitar após a derrota de 7x1 para a Alemanha. E o time certamente sente a pressão.

De novidade, o Brasil conta com a volta do zagueiro capitão Thiago Silva, que formará com David Luiz a tão repetida dupla de melhores zagueiros do mundo. Pode vir a ser um alento para o sistema defensivo que sofreu quatro gols em apenas seis minutos na última partida. Felipão não confirmou se a seleção sofrerá alguma outra alteração.
Sem problemas, a grande dúvida da Holanda é a dedicação que demonstrará em campo. O técnico holandês, Van Gaal já declarou que não deveria sequer existir a disputa de terceiro lugar.

Esta será a quinta vez que Brasil e Holanda se enfrentam em Copas. O Brasil só venceu uma vez, em 1994. Perdeu por 2x1 em 2010, e por 2x0 de 1974. E tivemos um empate com sabor de vitória em 1998, quando o Brasil acabou vitorioso nos pênaltis, por 4x2.

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