Barusco diz na CPI da Petrobras que dinheiro de propina será repatriado

Maior parte do dinheiro foi recebida no exterior, em contas espalhadas nos bancos HS Republic, HSBC, Safra, Cramer (da Suíça), Royal Bank of Canada e Delta

Por bruno.dutra

Brasília - Após ter reafirmado que recebeu quase US$ 100 milhões de pagamento de propinas entre 1997 e 2013, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que já está contribuindo com a Justiça para que o dinheiro “seja repatriado”.

“Encaminhei todos os extratos, e esse dinheiro será repatriado”, afirmou Barusco aos deputados. Ele disse que amealhou US$ 97 milhões no período em análise. Do total, cerca de US$ 70 milhões eram efetivamente de propinas, e o restante, US$ 27 milhões, de rendimentos financeiros.

A quase totalidade do dinheiro foi recebida no exterior, em contas espalhadas nos bancos HS Republic, HSBC, Safra, Cramer (da Suíça), Royal Bank of Canada e Delta. Ele afirmou ainda que os bancos sabiam que a origem do dinheiro era ilícita.

A sessão da CPI para colher o depoimento de Barusco durou mais de seis horas. Ele reafirmou que o pagamento de propina começou em 1997, ainda no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Evitou, porém, detalhar como ocorria o pagamento de propina no período. Durante a oitiva, Barusco disse ainda estimar que o volume de dinheiro movimentado por João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, foi de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões.

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